Amigo Nerd.net

A Importância do Brincar e do Jogo na Educação Infantil

Autor:
Instituição:
Tema: A Importância do Brincar e do Jogo na Educação Infantil

A Importância do Brincar e do Jogo na Educação Infantil

2009

 

 

 

RESUMO

O trabalho aborda alguns aspectos sobre a importância do jogo, do lúdico e do brincar, no cotidiano de uma criança, tanto na vida escolar como fora dela, e tem como objetivo geral pesquisar o significado do mesmo para a Educação Infantil. Sendo o tema desse estudo o jogo e a Educação Infantil, o estudo se fez através das bibliografias referentes ao tema para que se pudesse fundamentá-lo com teóricos da área. O estudo também buscou aprimorar seu embasamento em conversas informais com professores que atuam na Educação Infantil e nas Séries Inicias do Ensino Fundamental. A nova maneira de como a sociedade moderna vê a criança, fez com as políticas públicas voltassem seus olhares para o mundo infantil. Neste sentido as instituições que atendiam as crianças, chamadas até então de creches estão se transformando em escolas de Educação Infantil, um avanço necessário para o mundo moderno, visto que a sociedade cobra da escola o que não pode mais prover em casa.

O brincar e o brinquedo assumem definitivamente seu papel perante os educadores que agora sabem, que o lúdico das brincadeiras é uma preparação para a vida adulta, um jogo dotado de simbologias que a criança interpreta muito bem e a compartilha com seus amigos, socializando-se e desenvolvendo-se. As conclusões apenas reforçam as várias teorias a respeito, como as de Piaget e Vygotsky, que contribuíram muito para os educadores atuais. Ao professor de Ensino Fundamental e Educação Infantil fica a idéia de considerar o brincar não apenas como uma forma da criança interagir e sim de inter-relação, com ela e com os outros, e este com o mundo que o cerca, sendo assim uma maneira de atuação no mundo.

Palavras-chave: Educação Infantil – Criança – Jogo – Brincar – Brincadeira.

 

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
1 EDUCAÇÃO INFANTIL
1.1 A CRIANÇA NO MUNDO ATUAL
1.2 A CRIANÇA E O BRINQUEDO
2 O JOGO NO CONTEXTO ESCOLA: PRÁTICA DOCENTE
2.1 O BRINCAR
2.2 O EDUCAR
2.3 O PROFESSOR E SUA RELAÇÃO COM A BRINCADEIRA DA CRIANÇA
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

INTRODUÇÃO

O motivo que nos levou a escolher esse tema sobre a importância do brincar e do jogo da Educação Infantil, somo nós. Sim, nós mesmos, pois ainda hoje nos lembramos das brincadeiras de infância com amigos, com as panelinhas, com as bonecas, e uma doce nostalgia toma conta de nós em alguns momentos de nossa vida. Hoje quando vemos uma criança sentimos uma tristeza ao ver que nem todas possuem a imaginação que nós tínhamos, por isso quando o filho, muitas vezes nos pergunta do que ele vai brincar. Ele fica decepcionado com a resposta que geralmente damos: - Ora, meu filho Invente!

Percebemos que a capacidade de inventar alguma brincadeira está cada vez mais escassa no mundo infantil. Nós brincávamos até com galhos de árvores, sabugo de milho, casinha, mesmo porque não havia tanta variedade de brinquedos nas lojas, e os que tinham eram caríssimos. A moda do brinquedo do Paraguai ou da 1,99 não existia. Os brinquedos eram mais caros e em compensação duravam mais.

Mas a questão aqui não está nos brinquedos, mas sim de como o brincar marca nossas vidas e infelizmente as crianças de hoje estão perdendo a capacidade de inventar brincadeiras, elas querem o brinquedo pronto, aquele que faz tudo. A imaginação deu lugar a tecnologia, onde as luzes e os sons dos brinquedos encantam aos olhos de qualquer pessoa, inclusive o adulto.

Por outro lado vivíamos até os seis anos de idade com a família dentro de casa, brincando na rua, com os parentes, com amigos, com irmãos e até mesmo com nossos pais e avós. Atualmente vivemos num mundo onde as avós, que em outro tempo recordamo-las tricoteando em uma poltrona, hoje ainda trabalham para garantir o sustento da casa. E eram as avós que ficavam com as crianças quando as mães saiam para trabalhar. Os costumes das famílias foram aos poucos transformando-se e a sociedade é cobrada das mais diversas formas.

Na educação, nunca antes foi visto crianças tão pequenas abarrotando as escolas, para completar o quadro o ensino fundamental que se iniciava aos 7 anos, hoje se inicia quando a criança está com 6 anos de idade, completando 9 anos de ensino e não mais os 8 que vigorava até então. O que antes chamávamos de creche, que era uma instituição voltada aos cuidados e reparos de crianças, hoje são Escolas de Educação Infantil e garantem além dos cuidados exigidos pela idade uma educação voltada ao seu mundo infantil. Neste universo novo que o mundo moderno criou há a necessidade de conhecer o quanto as brincadeiras na infância são significativas.

O presente estudo não pretende sanar todas as questões que envolvem o jogo e as brincadeiras na educação infantil, por acreditar que o assunto é vasto e a bibliografia é imensa. O tema não poderia ser outro senão, O jogo e a Educação infantil, que originou o título deste trabalho, “ A importância do brincar e do jogo na educação infantil”.

O trabalho tem como objetivo pesquisar o significado do jogo e das brincadeiras dentro de uma instituição infantil, e para tanto, foi preciso fundamentar a teoria que explica a importância do jogo e do brincar, no comportamento da criança, na escola, tendo em vista que o espaço educacional infantil, é o lugar onde as coisas acontecem, devido as crianças estarem desde cedo no convívio escolar.

A metodologia aplicada foram a pesquisa bibliográfica e algumas conversas informais com professoras de educação infantil, as quais não responderam nenhum questionário, apenas argumentaram de forma empírica suas experiências com crianças.

O trabalho está estruturado da seguinte forma: Capítulo 1 com o nome de Educação Infantil traz o início da educação infantil e como essa modalidade de ensino começou a mudar a concepção de infância na história. O capítulo 2 aborda o jogo no contexto escolar e contempla o brincar, o educar e fala da relação do professor com as brincadeiras das crianças. Por fim as considerações finais que traduzem as conclusões a que chegamos.

 

1 EDUCAÇÃO INFANTIL

A criança tem sido vista como um sujeito passivo e dependente porque sua aparência frágil tem o poder de causar no adulto um sentimento de proteção: entretanto, estudos e pesquisas têm mostrado, uma nova visão de criança. Essa nova visão nos permite compreender seu desenvolvimento cognitivo e a forma como ela constrói seu conhecimento, entendendo-a como sujeito que, desde o nascimento, está inserida num contexto social e dele participa ativamente.

 

1.1 A CRIANÇA NO MUNDO ATUAL

Hoje as crianças são vistas como seres em desenvolvimento com características próprias de seu tamanho e sua idade. Porém nem sempre foi assim.

Ao longo do século XX, cresceu o esforço pelo conhecimento da criança, em vários campos do conhecimento. Desde que o historiador francês Philippe Áries publicou, nos anos 1970, seu estudo sobre a história social da criança e da família, analisando o surgimento da noção de infância na sociedade moderna, sabemos que as visões sobre a infância são construídas social e historicamente (ARIES, 1981).

Antigamente a criança era caracterizada como um ser ingênuo, inocente, gracioso ou ainda imperfeito e incompleto. Estas noções se constituíram em elementos básicos que fundamentaram o conceito social, miniatura do adulto, abstrata e universal (SANTOS, 1999, p.9).

Na sociedade moderna, a criança é vista como um ser social e que possuem todos os direitos inerentes à pessoa humana, como afirma o Art. 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Art. 2º A criança e o adolescente gozam do todos os direito fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízos da proteção integral de que trata esta lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.(ECA, 2003, p.1)

Desta forma a criança recebe o amparo legal para sua condição e é tratada hoje como um ser em pleno desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social.

Numa sociedade desigual, as crianças desempenham, nos diversos contextos, papéis diferentes. A idéia de infância moderna foi construída com base no padrão de crianças das classe médias, a partir de critérios de idade e de dependência do adulto, características de sua inserção no interior dessas classes (ÁRIES, 1981).

No entanto é preciso considerar as diferenças sociais e históricas que passaram as crianças. Um adulto que fora criança na época da escravidão, provavelmente não tem as mesmas concepções, as mesmas idéias ou tendências que um adulto que fora criança na mesma época, porem filha de donos de escravos.

Da infância levamos as alegrias, as lembranças, mas também levamos para a vida adulta os traumas, as decepções, os sofrimentos e todas as experiências emocionais daquela fase.

Também a antropologia favorece conhecer a diversidade das populações infantis, as práticas culturais entre crianças e com adultos, bem como brincadeiras, atividades, músicas, histórias, valores, significados. E a busca de uma psicologia, as teorias de Vygotsky e Wallon e seu debate com Piaget, revelam esse avanço e revolucionam os estudos da infância (Ibidem 1981).

 

1.2 A CRIANÇA E O BRINQUEDO

Através da brincadeira, da vivência corporal, da imitação, da exploração pela repetição, a criança descobre a funcionalidade de seu corpo e a propriedade dos objetos, estabelecendo relações e ordenando aos poucos o mundo real. Assim ela vai reorganiza seu pensamento, busca condições de adaptação a vida e vai construindo seu repertório de conhecimento (CÂNDIDO, 2004).

As brincadeiras trazem a característica mais importante desta fase: a ludicidade com que a criança internaliza conceitos de organização, sócio-espacial, conceitos de regras e valores, de condição social dentro de sua família e fora dela.

A ludicidade, presente na literatura infantil, pode ser vista como ponto de ancoragem: uma porta de entrada para mobilizar a modalidade de aprendizagem. O lúdico abranda a tensão causada pelo medo de errar, fracassar, e motiva a criança a expor-se a estímulos através do prazer e do desejo de experimentar novas descobertas e aventuras.

Por sua vez, a linguagem simbólica, ao trabalhar como os estados emocionais da criança, bem irá auxiliá-la a lidar com sua insegurança e auto-estima.

Com relação ao jogo, Piaget (1998) acredita que ele é essencial na vida da criança. De início tem-se o jogo de exercício que é aquele em que a criança repete uma determinada situação por puro prazer, por ter apreciado seus efeitos. Em torno dos 2-3 e 5-6 anos nota-se a ocorrência dos jogos simbólicos, que satisfazem a necessidade da criança de não somente relembrar o mentalmente o acontecido, mas de executar a representação.

Em período posterior surgem os jogos de regras , que são transmitidos socialmente de criança para criança e por conseqüência vão aumentando de importância de acordo com o progresso de seu desenvolvimento social. Para Piaget, o jogo constitui-se em expressão e condição para o desenvolvimento infantil , já que as crianças quando jogam assimilam e podem transformar a realidade.

Já Vygotsky (1998), diferentemente de Piaget, considera que o desenvolvimento ocorre ao longo da vida e que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo dela. Ele não estabelece fases para explicar o desenvolvimento como Piaget e para ele o sujeito não é ativo nem passivo: é interativo.

Segundo ele, a criança usa as interações sociais como formas privilegiadas de acesso a informações: aprendem a regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como o resultado de um engajamento individual na solução de problemas. Desta maneira, aprende a regular seu comportamento pelas reações, quer elas pareçam agradáveis ou não.

Enquanto Vygotsky fala do faz-de-conta, Piaget fala do jogo simbólico, e pode-se dizer, segundo Oliveira (1997) ,que são correspondentes.“O brinquedo cria uma Zona de Desenvolvimento Proximal na criança”. (Oliveira, 1977: 67), lembrando que ele afirma que a aquisição do conhecimento se dá através das zonas de desenvolvimento: a real e a proximal. A zona de desenvolvimento real é a do conhecimento já adquirido, é o que a pessoa traz consigo, já a proximal, só é atingida, de início, com o auxílio de outras pessoas mais “capazes”, que já tenham adquirido esse conhecimento.“As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade (VYGOTSKY, 1998).

Piaget (1998) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa (Aguiar, 1977: 58).

Na visão sócio-histórica de Vygotsky, a brincadeira, o jogo, é uma atividade específica da infância, em que a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. Essa é uma atividade social, com contexto cultural e social. Wajskop (1999:35), cita o mesmo autor dizendo que: [...] a brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz.

Quando citado por Lins (1999), o mesmo classifica o brincar em algumas fases: durante a primeira fase a criança começa a se distanciar de seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa a falar, andar e movimentar-se em volta das coisas. Nesta fase, o ambiente a alcança por meio do adulto e pode-se dizer que a fase estende-se até em torno dos sete anos. A segunda fase é caracterizada pela imitação, a criança copia os modelos dos adultos. A terceira fase é marcada pelas convenções que surgem de regras e convenções a elas associadas.

Vygotsky (1989, p.109), ainda afirma que: é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos”.

A noção de “zona proximal de desenvolvimento” interliga-se portanto, de maneira muito forte, à sensibilidade do professor em relação às necessidades e capacidades da criança e à sua aptidão para utilizar as contingências do meio a fim de dar-lhe a possibilidade de passar do que sabe fazer para o que não sabe. (Pourtois, 1999, p.109).

As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra, desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky. No processo da educação infantil o papel do professor é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento.

A desvalorização do movimento natural e espontâneo da criança em favor do conhecimento estruturado e formalizado, ignora as dimensões educativas da brincadeira e do jogo como forma rica e poderosa de estimular a atividade construtiva da criança. É urgente e necessário que o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras crianças.

O jogo, compreendido sob a ótica do brinquedo e da criatividade, deverá encontrar maior espaço para ser entendido como educação, na medida em que os professores compreenderem melhor toda sua capacidade potencial de contribuir para com o desenvolvimento da criança.

Negrine (1994, p.20), em estudos realizados sobre aprendizagem e desenvolvimento infantil, afirma que "quando a criança chega à escola, traz consigo toda uma pré-história, construída a partir de suas vivências, grande parte delas através da atividade lúdica".

Segundo esse autor, é fundamental que os professores tenham conhecimento do saber que a criança construiu na interação com o ambiente familiar e sociocultural, para formular sua proposta pedagógica.

Entendemos, a partir dos princípios aqui expostos, que o professor deverá contemplar a brincadeira como princípio norteador das atividades didático-pedagógicas, possibilitando às manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente na relação que as crianças mantêm com o mundo.

Porém essa perspectiva não é tão fácil de ser adotada na prática. Podemos nos perguntar: como colocar em prática uma proposta de educação infantil em que as crianças desenvolvam, construam/adquiram conhecimentos e se tornem autônomas e cooperativas? Como os professores favorecerão a construção de conhecimentos se não forem desafiados a construírem os seus?

O jogo tem um papel muito importante nas áreas de estimulação da pré-escola e é uma das formas mais naturais da criança entrar em contato com a realidade, tendo o jogo simbólico um papel especial. O jogo é uma característica do comportamento infantil e a criança dedica a maior parte de seu tempo a ele. O jogo, enquanto atividade espontânea da criança, foi analisado e pesquisado por centenas de estudiosos para melhor compreender o comportamento humano; é um meio privilegiado tanto para o estudo de crianças normais, quanto para aquelas com problemas, haja vista os inúmeros trabalhos psicanalíticos sobre o assunto, como os de Sigmund Freud, R. Waelder, Melanie Klein, Erik Erikson, e ainda, autores como J. Huisinga, Claparéde, Piaget, Vygotsky, Ajuriaguerra, Callois, que escreveram obras sobre o jogo na criança. (ZACHARIAS, 2006)

Através do jogo a criança: libera e canaliza suas energias; tem o poder de transformar uma realidade difícil; propicia condições de liberação da fantasia; é uma grande fonte de prazer.

O jogo é, por excelência , integrador, há sempre um caráter de novidade, o que é fundamental para despertar o interesse da criança, e à medida em que joga ela vai se conhecendo melhor, construindo interiormente o seu mundo. Esta atividade é um dos meios mais propícios à construção do conhecimento. Para exercê-la a criança utiliza seu equipamento sensório-motor, pois o corpo é acionado e o pensamento também, e enquanto é desafiada a desenvolver habilidades operatórias que envolvam a identificação, observação, comparação, análise, síntese e generalização, ela vai conhecendo suas possibilidades e desenvolvendo cada vez mais a autoconfiança. É fundamental, no jogo, que a criança descubra por si mesma, e para tanto o professor deverá oferecer situações desafiadoras que motivem diferentes respostas, estimulando a criatividade e a redescoberta.

O brincar deve ser espontâneo, pois afinal os jogos, os brinquedos devem ser do gosto da criança. Ela não pode sentir-se obrigada a brincar, ou participar das atividades proposta pelo orientador.

 

2 O JOGO NO CONTEXTO ESCOLAR: PRÁTICA DOCENTE

 

2.1 O BRINCAR

Ainda na infância lembro de como brincávamos, nos reuníamos e alguém gritava; “Quem quer brincar coloca o dedo aqui!”. E assim começava a brincadeira. Brincávamos de esconde-esconde, de bicho duro, passa anel, pular sapata ( que em alguns lugares do Brasil chamam de pular amarelinha), os meninos gostavam muito dos carrinhos de rolimã, e riscavam as calçadas de tanto brincarem. Nós, as meninas, nos uníamos várias vezes para brincarmos de casinha. Subir num pé para comer pitanga, era uma festa, tudo na infância é motivo de brincadeira. Mas nós não brincávamos com o intuito de aprender ou adquirir algum conhecimento, brincávamos pelo prazer e a alegria que as brincadeiras proporcionavam. Nelas podíamos notar se um amigo estava doente, ou estava triste ou ainda se ele estava irritado com alguma coisa. A brincadeira era muitas vezes uma forma de juntar uma turma de amigos para conviverem por um período, o tempo da brincadeira.

Poderíamos escrever aqui mil e uma brincadeiras que faziam parte do nosso cotidiano e que hoje fazem parte das nossas lembranças “o quanto brincávamos e éramos felizes com as coisas mais simples da vida”.

Podemos dizer que atualmente as crianças perderam o seu espaço de brincar, devido às transformações sociais e físicas das cidades, principalmente as grandes cidades. As pessoas quase não deixam seus filhos brincar na rua, pois é perigoso um carro passar em alta velocidade, ou até mesmo um assalto. A vida moderna confinou a criança para dentro dos apartamentos ou em casas fechadas com grades altas e pouco espaço para brincarem e se divertirem.

A mãe, que algumas vezes orientava a criança em brincadeiras ou atividades, está fora de casa trabalhando para ajudar no sustento da família, com isso as crianças estão cada vez mais cedo em salas de aula e por conseqüência disto os profissionais da educação infantil precisam conhecer a importância do cuidar, do brincar e de orientar essa criança, muitas vezes substituindo o papel da mãe.

O brincar perdeu espaços nas ruas, porém encontrou espaço dentro das instituições de ensino, que mais do que nunca tomaram consciência da importância do lúdico e da brincadeira para o desenvolvimento da criança.

Além das pesquisas realizadas sobre o brincar voltadas para as áreas da saúde e da educação, surge, por outro lado, uma preocupação com o resgate do brincar, nas diferentes regiões do mundo, na condição de patrimônio imaterial e lúdico. Para Friedmann (2005), essa tendência leva a um movimento de valorização de brincadeiras tradicionais regionais, contextualizadas nas diversas culturas e épocas, afirmando-se o brincar como um fenômeno universal de grande relevância para a caracterização e conhecimento dos grupos sociais e diversidades culturais dos vários povos do mundo.

Sabemos da importância da existência de espaços de brincar para a socialização da criança, o desenvolvimento físico e motor, assim como o cognitivo e emocional. Quanto ao emocional, Wallon (1995) atribui às emoções, que são essencialmente sociais, a responsabilidade pela sobrevivência da espécie humana, ou seja, as emoções contribuíram para a consolidação da coletividade. “A emoção serviu para essa forma de adaptação que consiste na ação comum, ajudou poderosamente na constituição do grupo”(WALLON, 1995, p.100).

Para o autor, os progressos da vida mental só foram possíveis graças a vida coletiva, esta permeada por emoções.

É dentro desse contexto que o brincar nos oferece a possibilidade de tornarmo-nos mais humanos, abrindo uma porta para sermos nós mesmos. Um espaço para podermos expressar, transformar, curar, aprender, crescer, desenvolver, enfim, viver.

O brincar surge como oportunidade para o resgate dos nossos valores mais essenciais como seres humanos; como potencial na cura psíquica e física; como forma de comunicação entre iguais e entre as várias gerações; como instrumento de desenvolvimento e ponte para a aprendizagem; como possibilidade de resgatar o patrimônio lúdico-cultural nos diferentes contextos socioeconômicos (FRIEDMANN, 2005).

Ainda em defesa do brincar, Vygotsky afirma que:

À medida que o brinquedo se desenvolve, observamos um movimento em direção a realização consciente de seu propósito. É incorreto conceber o brinquedo como uma atividade sem propósito[...] em resumo, o propósito decide o jogo e justifica a atividade. O propósito, como objetivo final, determina a atitude afetiva da criança no brinquedo (VYGOTSKY, 1991, p.117).

 

2.2 O EDUCAR

É de suma importância que as instituições de educação infantil incorporem de maneira integrada as funções de cuidar e educar, não mais diferenciando, nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com crianças pequenas ou àqueles que trabalham com as de mais idade. As novas funções da educação infantil devem ser associadas a padrões de qualidade. Essa qualidade advém de concepções de desenvolvimento que considerem as crianças nos seus contextos sociais, ambientais, culturais e, mais concretamente, nas interações e práticas sociais que lhes fornecem elementos relacionados às mais diversas linguagens e ao contato com os mais variados conhecimentos para a construção da autonomia.

A instituição de educação infantil deve tornar acessível a todas as crianças que a freqüentam, indiscriminadamente, elementos da cultura que enriquecem o seu desenvolvimento e inserção social. Cumpre um papel socializador, propiciando o desenvolvimento da identidade das crianças, por meio de aprendizagens diversificadas, realizadas em situações de interação ( BRASIL, 1998).

Podemos oferecer as crianças, condições de aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e àquelas que derivam de situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas por adultos. Contudo, ressaltamos que essas aprendizagens ocorrem de maneira integrada no processo de desenvolvimento infantil.

[...] educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Neste processo, a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis (BRASIL, 1998, p.23).

Assim, o processo educativo é realizado de várias formas: na família, na rua, nos grupos sociais e, também, na instituição. Educar, nessa primeira etapa da vida, não pode ser confundido com cuidar, ainda que crianças (especialmente as de zero a 3 anos) necessitem de cuidados elementares para a garantia da própria sobrevivência. O que deve permear a discussão não são os cuidados que as crianças devem receber, mas o modo como elas devem recebê-los, já que se alimentar, assear-se, brincar, dormir, interagir são direitos inalienáveis à infância (GARCIA, 2001).

Para Piaget (1971), a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.

O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça as crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores a educação infantil (PIAGET, 1971, p. 160).

Através do jogo, da brincadeira ou do brinquedo, é possível observar o comportamento das crianças frente a situações-problemas, no que diz respeito as atividades físicas e mentais, e também é possível observar a sociabilidade da criança que o jogo propicia, fazendo-nos perceber as relações de troca, de amizade, de comportamento entre as crianças.

Dessa forma o jogo implica para a criança, muito mais do que o simples ato de brincar. E, para nós adultos, o jogo constitui uma fonte de dados para compreender melhor como se dá o desenvolvimento infantil. Partindo dessa concepção é que se percebe a importância dos profissionais atuais que dedicam seu tempo ao cuidado de crianças desde a educação infantil, abrangendo todas as sua etapas, como o berçário, a creche, o maternal, até a educação básica nas séries iniciais, onde a criança é inserida no currículo previamente organizado pelo governo.

 

2.3 O PROFESSOR E SUA RELAÇÃO COM A BRINCADEIRA DA CRIANÇA

O professor, ao organizar suas atividades em sala de aula, deve selecionar as brincadeiras mais significativas para seus alunos. em seguida, o professor deve criar condições para que essas atividades sejam realizadas. Destacamos a importância dos alunos trabalharem na sala de aula em grupo, interagindo uns com os outros, e esse trabalho coletivo facilitará o próprio desenvolvimento individual.

Cabe ao professor, em sala de aula, estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar esse tipo de trabalho. Muito pode ser trabalhado a partir de jogos e brincadeiras. Para Santos (2000), brincar e a forma mais perfeita de perceber a criança e estimular o que ela precisa aprender e se desenvolver.

Se a escola não atua positivamente, garantindo possibilidades para o desenvolvimento da brincadeira, ela ao contrário, age negativamente, impedindo que a brincadeira aconteça. Diante dessa realidade, faz-se necessário apontar para o papel do professor na garantia e enriquecimento da brincadeira como atividade social da infância. Considerando que a brincadeira deva ocupar um espaço central na educação infantil, entendemos que o professor é figura fundamental para que isso aconteça, criando os espaços, oferecendo material e partilhando das brincadeiras.

Em uma conversa informal com uma professora de Educação Infantil de nossa cidade, que leciona numa escola mantida pelo poder público municipal na Vila Loureiro, onde atende as crianças do berçário, até concluírem mais ou menos dois anos, argumenta que:

È notável o quanto as crianças aprendem a brincar aqui, parece que em casa, não sei se pela falta de tempo dos pais, ela não brinca. E aqui ela se diverte brincando com os blocos de montar, mesmo ela não montando muita coisa, mas se encanta com a diversidade das cores e formas.

Percebe-se que hoje a instituição escolar não é mais apenas o lugar de busca de conhecimentos técnicos e científicos, passou a ser também um lugar de promoção de desenvolvimento pleno do indivíduo, e se esse indivíduo for uma criança, a brincadeira faz parte do dia-a-dia da instituição.

Agindo dessa maneira, o professor estará possibilitando às crianças uma forma de assimilar a cultura e modos de vida dos adultos, de forma criativa, social e compartilhada. Estará ainda transmitindo valores e uma imagem da cultura como produção e não apenas consumo.

Outra professora que nos chamou a atenção foi uma professora que atuava na Educação Infantil da escola da rede pública Estadual antes de transferirem todas as turmas de Educação Infantil para o município, onde ela afirma que:

O brincar é tudo na Educação Infantil, eu consigo pela brincadeira ver se aquele aluno está com problemas em casa ou até mesmo quando está doente. Tudo o que eu faço com eles dentro da sala de aula denota uma brincadeira, até mesmo quando quero trabalhar algum aspecto importante da alfabetização. Claro que eu não ensino a ler e escrever, mas apresento algumas letrinhas para que eles vão se acostumando com o mundo das palavras, por isso brincamos de várias coisas, nas quais usamos letras, números. Por exemplo uma brincadeira que faço é colocar todas as letras do alfabeto dentro de uma caixa e pedir para um aluno retirar a letra, alguns já conhecem as letras pelo nome, outras com o convívio dos colegas vão aprendendo automaticamente, sem precisar ficar decorando que tal letra se chama assim. Eles guardam a letra inicial do colega com muita facilidade. E dizem: Professora, essa é letra da Márcia! Quando pegam a letra M, de dentro da caixa.

As possibilidades geradas pela brincadeira são inúmeras, portanto devemos ter espírito aberto ao lúdico, reconhecer a sua importância como fator de desenvolvimento da criança. Assim, já existe na maioria das salas de aula de crianças, um armário com brinquedos, almofadas, tapetinhos e jogos para as crianças brincarem.

Sendo a brincadeira resultado de aprendizagem, e dependendo de uma ação educacional voltada ao sujeito social da criança, devemos acreditar que adotar jogos e brincadeiras como metodologia curricular possibilita à criança base para a subjetividade e compreensão da realidade concreta.

Como lidar com as crianças, como saber o que querem brincar? Nas palavras de Pavlov, para trabalhar com crianças é preciso aprender a jogar com elas antes de interpretar. Se observarmos uma criança jogando, brincando, conversando, teremos uma imagem nítida de seus pensamentos, uma vez que a criança externaliza de forma transparente o seu pensar, e assim vai gerando dicas de como trabalhar com ela.

Ficamos muitas vezes longe do universo infantil por nos esquecermos de como éramos quando criança e porque nem sempre nos colocamos diante dos fatos do mágico mundo infantil. A criança não quer brincar sozinha, se ela não tem irmãos ela quer que o adulto mais próximo brinque com ela. Isso acontece todo dia, na nossa casa, quando nos deparamos com alguma criança que tenta nos alcançar um brinquedo para que possamos brincar com ela, e muitas vezes fingimos que não estamos entendendo o que ela quer, nos dando aquele brinquedo.

Neste sentido, uma professora com quem falamos, sobre esse aspecto de a criança querer ou não brincar, ela argumentou que:

Olha, isso é verdade! Tem dias que a criança não está pra brincadeira. Na verdade a forma de a criança receber uma brincadeira é um termômetro do estado emocional da criança. Assim como tem dias em que ela só quer brincar. Parece que dias de chuva é pior, não sei se o fato de elas não poderem ir pro pátio, não sei, mas vejo que ficam mais “elétricas”, não querem fazer nada que não seja brincar. Porém já me preocupei com crianças que de uma hora pra outra não querem brincar. Procurei entender, e quase todas as vezes eram motivos psicológicos que traziam de casa. Briga dos pais, coisas assim. E os que não eram por problemas psicológicos geralmente estavam com alguma dor na garganta, no ouvido, uma gripe [...] O fato é que podemos nos preocupar mais quando a criança não quer brincar, pois aí sim, tem um sinal de que algo não vai bem .

Muitas vezes ainda os professores percebem que em alguns momentos as crianças querem brincar, mas fingem que não estão vendo essa necessidade infantil em nome de uma pedagogia ou em nome da pressa pedagógica, não se brinca rápido, como quem lê rapidamente, o brincar demanda tempo, disposição, criatividade, e principalmente o imaginário.

Todo momento, a escola recebe crianças com auto-estima baixa, tristes, com dificuldades de aprender ou de se entrosar com os colegas e, os professores, têm uma tendência de rotulá-los como complicados, sem limites ou sem educação e não se colocam diante deles dispostos a entender o que se passa no pensamento dessa criança, se afastando dela e desistindo de compreender o verdadeiro motivo que a deixou daquela forma.

A educação ainda tem muito que mudar se pensarmos nos verdadeiros objetivos educacionais, de promover o bem-estar, a autonomia e conseguir formar um cidadão feliz e pronto para enfrentar os problemas do seu cotidiano. A criança precisa brincar e se não espaço nos seus lares, a escola atual tem essa função primordial de preencher essa lacuna da vida moderna.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Assumimos com o final do curso de Pedagogia um compromisso quase que utópico. Porém saibamos que nossa trajetória ainda será percorrida por pessoas que acreditam que a criança precisa de nossas maiores atenções. O governo sabe disso e criou o Estatuto da Criança e do Adolescente para que fossem assegurados os seus direitos como futuros cidadãos. A criança é vista hoje melhor que no passado, pois hoje sabemos como ela pensa e age, o porque, e sabemos que para criança o brincar é uma coisa séria.

Da mesma forma como encontramos no nosso dia-a-dia tarefas para fazer, as crianças encontram brincadeiras para brincar. Há quem diga, e nós muitas vezes assim o fizemos, que as crianças só o que querem é brincar. E o que mais queremos que elas façam? Que brinquem ainda mais.

Os professores das escolas estão cientes da importância do brincar e do jogo, do lúdico e do faz-de-conta no universo da infância, por isso estão preparando profissionais que conhecem a verdadeira importância do brincar nesta fase de desenvolvimento.

Na verdade, nós adultos gostamos tanto de brincar quanto às crianças, porém as brincadeiras vão se tornando outras. Por exemplo quando quatro adultos se reúnem em volta de uma mesa e começam a jogar cartas, pode ser qualquer jogo; buraco, canastra, pife-pafe, qualquer um. O que fazemos é pura brincadeira, e gostamos, e precisamos dessas alegrias que nos remetem à infância.

Percebemos pelas conversas informais que relatamos que a brincadeira ultrapassa a barreira do social, demonstrando inclusive, o estado emocional da criança, seus dilemas e também seu estado físico. A criança quando não brinca demonstra sinais que alguma coisa não vai bem, e ao professor de Educação Infantil, não serve a posição de indiferença, de não querer meter-se na vida daquele indivíduo. O educador de crianças tem o dever de procurar entender os motivos pelos quais aquela criança não quer brincar. Procurar descobrir o que está acontecendo em casa ou até mesmo ali no espaço escolar.

Prover o bem estar da criança passa a ser dever também do Estado e não só da família, e o educador sendo um funcionário do Estado tem o dever de prezar o bem-estar da criança, preocupando-se com sua integridade física e psicológica.

Desenvolver-se plenamente não significa deixar de ser criança, ao contrário, a criança precisa brincar e divertir-se, uma criança feliz, certamente será um adulto com capacidades de superação. O brincar passa ser a coisa mais séria que uma criança pode fazer na sua pequena estatura e na sua pouca experiência de vida.

As crianças têm a capacidade de lidar com complexas dificuldades psicológicas através do brincar. Elas procuram integrar experiências de dor, medo e perda, lutam com conceitos de bom e mal. O triunfo do bem sobre o mal dos heróis protegendo vítimas inocentes é um tema na brincadeira de crianças (BELTELHEIM apud KISHIMOTO, 2003, p. 67).

É através de suas brincadeiras que a criança tem a oportunidade de desenvolver um canal de comunicação, uma abertura para o diálogo com o mundo dos adultos, onde ela restabelece seu controle interior, sua auto-estima e desenvolve relações de confiança consigo mesma e com os outros.

O educador que deseja atuar na Educação Infantil ou até mesmo nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental precisa ter a consciência da importância do brincar para a criança e não simplesmente ignorar essa aptidão inerente da criança para brincadeiras e jogos, encontrando formas de desenvolver seu trabalho dentro do universo infantil.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ÀRIES, Philippe. História Social da Infância e da família. (D. Flaksman, Trad.) Rio de Janeiro: Zahar. 1981.

BRASIL, Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília

BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF/DPE/Coedi, 1998.

CÂNDIDO, Amélia Fernandes. Mais além: a especificidade da literatura infantil como instrumento de estímulo ao desenvolvimento da linguagem. Disponível em www1.folhauol.com.br / educaçãoinfantil. <Acessado em 12/05/2007.

CUNHA, Maria Izabel da. O Bom Professor e sua Prática. Campinas: Papirus, 1994.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2000.

FRIEDMANN, A. Brincar: crescer e aprender – O Resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996.

________. A arte de brincar. Brincadeiras e jogos tradicionais. Petrópolis: Vozes, 2005.

GARCIA, Regina Leite. Em defesa da educação infantil. Rio de Janeiro: DPLA, 2001.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2003.

KRAMER, Sonia. Currículo de Educação Infantil e a Formação dos Profissionais de Creche e Pré-escola: questões teóricas e polêmicas. In: MEC/SEF/COEDI. Por uma política de formação do profissional de Educação Infantil. Brasília-DF. 1994a

LINS, Maria Judith Sucupira da Costa. 1999. O direito de brincar: desenvolvimento cognitivo e a imaginação da criança na perspectiva de Vygotsky. In: XIII CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA OMEP. Anais do XIII Congresso Brasileiro de Educação Infantil da OMEP. p. 41-47.

NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Porto Alegre: Prodil, 1994.

OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos. Educação infantil: muitos olhares. 4.ed. São Paulo: Cortez, 2000.

PIAGET, J. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1971.

PIAGET, J. A psicologia da criança. Ed Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

POURTOIS & DESMET. A educação pós-moderna. Loyola, 1999.

SANTOS, Santa Marli P. (org). Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. Petrópolis: Vozes, 2000.

WAJSKOP, Gisela. . O brincar na educação infantil. Caderno de Pesquisa, São Paulo. Cortez, 1995

_____ . Brincar na pré-escola. 3.ed. São Paulo: Cortez, 1999.

WALLON, Henri. As origens do caráter da criança. Tradução de Heloysa Dantas de Souza Pinto. São Paulo: Nova Alexandria, 1995.

VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

Comentários


Páginas relacionadas