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Aprender e Ensinar a Língua Portuguesa

Autor:
Instituição: FESP
Tema: Pedagogia

APRENDER E ENSINAR LÍNGUA PORTUGUESA NA ESCOLA

Nesse processo três fatores devem ser levados em conta: o aluno, a língua e o ensino.

Aprender e ensinar a Língua Portuguesa requer uma didática bem trabalhada e planejada utilizando ferramentas e recursos diversos com finalidade de transmitir ao corpo discente uma orientação necessária para uma melhor compreensão do conteúdo trabalhado em sala. Esse processo levará o aluno a uma reflexão daquilo que está sendo exposto, o que permitirá um melhor aprendizado.

Existem diversas maneiras de se atingir um objetivo, basta um pouco mais de esforço e pesquisa por parte do educador.

Vejamos mais adiante alguns pontos (resumidamente) sobre o tema "Aprender e ensinar língua portuguesa na escola".

 

Diversidade de textos

A cada momento da história do homem exige-se novas demandas sociais pelo uso da linguagem.

No período atual elevou-se os níveis de leitura e escrita. O papel da escola nesse cenário é procurar ao máximo atender essa demanda crescente, o que leva a uma constante revisão da didática de ensino praticado por essa instituição.

Nesse contexto observa-se claramente a importância dos "textos" , estes não devem ser considerados apenas por um conjunto de regras para serem decorados. Seu papel vai mais além : os textos transmitem informações que permitem uma reflexão crítica e imaginativa, fatores básicos para participação numa sociedade letrada.

A escola precisa disponibilizar ao corpo discente textos de circulação social, como forma de incentivá-los através do ensino a produzir e interpretá-los. Isso permitirá uma melhor compreensão de conceitos, assimilação de informações novas, exposição de pontos de vista em relação a determinada hipótese ou teoria.

Lembramos que todas as disciplinas tem responsabilidade de utilizar textos como forma de enriquecer o aprendizado do aluno, mas cabe a Língua Portuguesa trabalhar mais profundamente com esse recurso.

 

Que fala cabe à escola ensinar

Depara-se constantemente com diversos dialetos, formas diferentes de falar em regiões que compõe uma sociedade. Dentro da Língua Portuguesa, no Brasil é possível encontrar esses dialetos. A conseqüência mediata disso é observado através de preconceito por parte daqueles que não compreendem essas formas diferentes de falar, dando uma classificação de inferior ou tachando como erradas.

Nesse momento o papel da escola assume uma posição importante de esclarecer a seus membros a existência dessas diferenças e lembrando a todos procurar sempre respeitá-las.

O ensino da Língua Portuguesa precisa alertar para a existência de alguns mitos como o fato de que só existe uma única forma de falar, a escrita é o espelho da fala.

É interessante estabelecer que para cada contexto de comunicação existe uma forma de utilizar a fala, cada um faz diferente uso da linguagem oral dependendo do ambiente, profissão etc.

Cabe a escola orientar corretamente o aluno a utilizar a língua oral nas diferentes situações comunicativas como: debates, seminários, diálogos com autoridades, entrevistas etc.

 

Que escrita cabe à escola ensinar

Alfabetização e ensino da língua

Normalmente divide-se o ensino da Língua Portuguesa em duas etapas: a primeira seria a alfabetização e a segunda o estudo mais profundo da língua. Na primeira etapa (um ano de duração) ensina-se o alfabeto e algumas noções ortográficas. Na segunda um estudo sobre redação, ortografia e gramática.

Essa forma didática de ensino precisa ser revista, de acordo com a opinião de algumas pessoas da área, pois o aprendizado da escrita alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e produzir textos em linguagem escrita. Os dois processos de aprendizagem podem ocorrer de forma simultânea. Mas é importante salientar que a aquisição da escrita alfabética não deixou de ser importante, é preciso rever alguns conceitos.

 

O texto como unidade de ensino

A utilização de textos não devem ser vistos apenas como uma forma de ensinar a ler, essa forma de pensar faz com que no ensino das séries iniciais seja oferecido material didático, como as cartilhas, com conteúdos que não podem ser considerados textos, mas apenas agregador de frases.

Essa simplificação excessiva nos textos oferecidos ao aluno iniciante impedem a possibilidade de se extrair do leitor comoção e diversão.

A formação de bons leitores depende da qualidade dos textos oferecidos.

A especificidade do texto literário

Os textos literários precisam ser incorporados as práticas de sala de aula, promovendo debates, discussões em torno deles.

è importante reconhecer a relação desse tipo de texto com o real e imaginário.

A prática de reflexão sobre a língua

A reflexão sobre a língua assume um papel importante em relação a produção e interpretação de textos. Essa reflexão é nomeada da seguinte forma: epilinguística (voltada para da atividade lingüística) e metalinguística ( relacionada a uma análise voltada a descrição, através da categorização e sistematização dos elementos lingüisticos).

No processo de reflexão sobre a língua pode-se concluir que nos primeiros ciclos, deve-se focar na atividade epilinguística, objetivando conscientizar e aprimorar o controle da produção lingüística. No segundo momento centra-se na metalinguística.

 

CONCLUSÃO

Durante a leitura do texto pode-se perceber claramente que no ato de ensinar e aprender a Língua Portuguesa na escola deve-se primeiramente entender a relação existente entre o aluno, a língua e o ensino, extraindo ao máximo todas as informações necessárias para poder formular uma didática inovadora a fim de atender aos asseios do corpo discente de forma a fazê-los refletir sobre a importância da Língua Portuguesa em seu dia-a dia.

Observou-se também o quanto a utilização de textos adequados torna-se uma ferramenta importante no ensino da língua, levando a uma melhor compreensão do conteúdo discutido em sala.

Infelizmente esse cenário mostrado no texto não é observado com freqüência nas escolas. A preocupação maior por partes de alguns educadores é apenas transmitir o conteúdo escrito nos livros fazendo seus alunos decorarem o que está lendo para fazer uma prova. O ato de traçar uma didática que leve o aluno a reflexão e compreensão da língua estudada, é difícil ser observado entre os professores.

Portanto é fundamental trabalhar com esses educadores, desde a faculdade, mostrando a importância de se compreender a Língua Portuguesa a fundo de forma a encontrar meios didáticos interessantes para transmitir aos seus alunos o quanto é gratificante passar a compreender a Língua e não decorar pura e simplesmente seu conteúdo. Isso fará com que muitos mitos sejam derrubados.

 

BIBLIOGRAFIA :

GERALDI, João Wanderley ; Portos de Passagem .

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