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As Competências para Ensinar no Século XXI

Autor:
Instituição: Funeso
Tema: Resumo

A Formação dos Professores no Século XXI


O século XXI esta apenas começando e ainda tem a mesma marca do século anterior, as orientações propostas para a formação de professores não diferem radicalmente das propostas anteriores, não há como saber formar os professores, melhor então especular para um tempo mais imediato, pensarmos nas orientações que desejamos para a formação dos professores hoje e não no horizonte tão distante.

- Finalidades da escola e da formação dos professores

Não é possível formar professores sem fazer escolhas ideológicas. Edgar Morim propõe sete saberes fundamentais que a escola teria a missão de ensinar, e os professores capazes de ensinar esses sete saberes deve além de aderirem aos valores e a filosofia subjacente, dispor da relação com o saber, a cultura, a pedagogia e a didática.

O que será colocado em prática depende da luta política e dos recursos econômicos, mesmo alcançando-se uma sociedade planetária esta ainda nas mãos de algumas grandes potências e a educação não deixaria de ser uma questão nacional. O que conclui e que o pensamento, as idéias podem ultrapassar fronteiras, cada País definirar a finalidade da escola e a parti desta formaram seus professores, reta saber se isto será feito de uma forma democrática ou se a educação, como ocorre em muitos países, será apenas um instrumento de reprodução dos desejos e sujeição das massas ao pensamento dominante.

No registro da construção de saberes e competências um professor deve ser: Organizar um pedagogia construtiva, ser garantia no sentido dos saberes, criador de situações de aprendizagem, ser administrador da heterogeneidade, e regulador dos processos de formação. Pode-se também acrescenta a prática reflexiva, pois numa sociedade em transformação, inovar, negociar e regular a prática é decisiva já que passa por uma reflexão de experiência e favorece a construção de novos saberes.

- Orientação básica sobre a formação dos professores

A qualidade de uma formação depende sobretudo de sua concepção, uma infra-estrutura de forma perfeita não compensará fatores como um plano e dispositivos de formação mal concebidos.

- Uma transposição didática baseada na análise das práticas e em suas transformações

A transposição didática deve ser baseada na análise da prática e na sua transformação, através de observações metódicas, que realmente levem em consideração o trabalho real do professor no seu dia a dia, e na diversidade do ambiente que ele tem que lidar. Deve-se evitar uma visão prescritiva da profissão e sim buscar uma análise precisa de sua realidade.

- Um referencial de competências que identifique os saberes e as capacidades necessárias

Não é possível formar diretamente em práticas, é a partir de um trabalho real, que se identifica os conhecimentos necessários para se fazer aprender na diferentes condições, por exemplo, numa sala onde os alunos são agitados, apaziguá-los deve ser uma das competências do professor, se o programa esta muito a frente dos seus alunos, adaptá-lo a estes deverá ser uma de suas competências. Atualmente competência é uma aptidão para enfrentar uma grama situações análogas, mobilizando de forma correta múltiplos recursos cognitivos.

- Um plano de formação organizados em torno de competências

Um magnífico referencial, não é garantia para que a formação desenvolva competências, sobre tudo quando os aportes teóricos são numerosos, muitos destes apostes teóricos poderiam ser mobilizados a ação cotidiana do professor, esta acumulação de conteúdos só se justifica por uma tradição, por uma autoridade ou pela influência de um determinado grupo de pressão.

É preciso dar as competências o direito de gerenciar sobre a formação, não se deve ater-se a um programa de formação inicial que se limita a criar um vinculo entre os saberes universitários e os programas escolares, pois estes ocupam um grande espaço no currículos entre detrimento a saberes didáticos, pedagógicos e sociológicos, mas próximos da prática.

- Uma aprendizagem por problemas, um procedimento clínico

Na aprendizagem por problemas, o estudante será confrontado com casos simples e posteriores complexos, relativos a casos reais o que lhe fará tomar consciência dos limites impostos pelos recursos metodológicos e teóricos. É claro que é preciso adaptar a abordagem pro problemas a natureza das profissões porém, a idéia básica é a mesma, confrontar o estudante com situações próximas a que ele encontrará no trabalho, e a partir daí, construir saberes a partir dessas situações.

- Uma verdadeira articulação entre teoria e pratica

A formação prática em geral, designa o conjunto de estágios, trabalhos práticos, análises das práticas ou ensinos clínicos de campo, este é um modelo simples mais muito cômodo: A formação teórica, sem muita preocupação com a referência profissional, aos profissionais que preparam os estagiários iniciá-lo nos ossos do ofício, ou seja, a formação prática ou preparada para sobrevivência na profissão.

- Uma organização modular diferenciada

A maioria das formações universitárias e parte das formações profissionais ligam-se a sistemas de unidades capitalizáveis ou créditos, pois é visto por uma perspectiva administrativa ou até mesmo mercantilista. Estas unidades capitalizáveis, deixam de representar um avanço, porém se não houver cuidado, tendem a causar mais efeitos perversos que vantagens na formação, já que não se pode pretender construir apenas uma competência por modulo.

- Uma avaliação formativa baseada na análise do trabalho

Competências não podem ser construídas sem avaliações, só que estes não devem assumir a forma de testes ou exames universitários clássicos. A avaliação da competência deve ser formativa, partindo da analise, ou seja a avaliação deve contribuir para que os estudantes desenvolvam suas competências, para isto é necessário que os formadores familiarizem-se não só com os modelos teóricos de aprendizagem mas que também desenvolvam duas próprias competências em matéria de observação e analise do trabalho e das situações.

- Tempos e dispositivos de integração e de mobilização das aquisições

É importante prever planos de formação, tempos e dispositivos que visem a integração e a mobilização de aquisições, por exemplo pode se destinar um período onde através de trabalhos se busque vincular as aquisições, já que neste trabalho, projeto e etc... se pode observar a mobilização de diversos componentes do currículo.

- Uma parceria negociada com os profissionais

Todos os intens levantados não serão possíveis se não construir uma forte parceira entre as instituições de formação de professores e as atividades de campo, isto envolve o sistema educacional que acolhe os estagiários, os estabelecimentos escolares, e os professores.

- Uma divisão dos saberes favorável a sua mobilização no trabalho

Os trabalhos sobre transferência de conhecimentos mostram que a mobilidade nunca e automática e deve ser encarada como um desfio de formação para concretizá-la na política e na universidade, até porque nem todos os saberes podem ser mobilizados da mesma maneira.

Uma das dificuldades desta mobilização das aquisições refere-se a sua segmentação no currículo, por isto a necessidade de se construir unidades de formação que conjugue diversas ciências sociais e humanas.

- Os desafios da avaliação no contexto de ciclos

A idéia de escola sem séries não é nova, sempre esteve na mente de pedagogos conscientes do absurdo de dividir a aprendizagens em etapas anuais. Estes pedagogos buscam o desenvolvimento global da pessoa, e não o simples acumulo de saberes.

Mas o que é ciclos e qual a importância para instalá-los no sistema educacional?

Um ciclo de estudo, é uma série de etapas anuais com programas do mesmo tipo, com grades horárias e diversas disciplinas análogas que exigem um mesmo status dos professores.

Nos ciclos, o professor recebe apenas programas anuais, que o libera para organizar a vontade, a progressão rumo aos objetivos finais, muitos questionam essa autonomia do professor. O caso é que o professores terão que provar que são capazes, preferencialmente em equipe, de planejar e monitorar as aprendizagens de diversos anos.

Tal tarefa exige que os professores adquiram novas competências, pois a virtude de um ciclo de aprendizagem só se manifesta quando uma equipe pedagógica domina a complexidade do sistema e as dificuldades da cooperação profissional. É importante salientar que a concepção de uma aprendizagem em ciclos depara-se com uma serie de dilemas e obstáculos, podemos citar entre eles a questão dos objetivos ao final do ciclo, dosa pontos de referência, do tempo, da avaliação, entre outros.

- A avaliação nos ciclos de aprendizagem

Esta avaliação deve integrar totalmente as idéias de domínio de pedagogia diferenciada e de avaliação formativa, só que de uma maneira bem mais ampla e de forma cooperativa, pois para constituir um progresso real, os ciclos exigem sinergia entre todos estes ingredientes.

- A avaliação certificada

Deve ser realizado no momento em que o aluno sai da escola para entrar no mercado de trabalho, seria um exame que comprova um percurso de formação bem sucedido.

Como o aluno provaria essas aquisições?

Tudo isto acabaria por tornar questionável esta avaliação, melhor então não considerar este balanço como certificativo e sim informativo, representando um prognóstico para o ciclo seguinte.

A observação formativa deve ter como única função ajudar o aluno a progredir rumo aos objetivos propostos. Portanto melhor que se fale de observação formativa ou regulamentação de associações de idéias falsas como prova, exame, seleção e etc.

- Da avaliação dos professores à avaliação dos estabelecimentos escolares

Os sistemas escolares por todo o mundo engajam-se cada vez mais numa mudança de perspectivas que os conduza a substituir os módulos tradicionais de gestão, por módulos mais participativos. Esta modalidade tanto dos atores individuais como entre os coletivos e sustentando tanto no plano conceitual como teórico, grande parte dos sistemas escolares busca redefinir os novos limites entre liberdade e responsabilidade, assim os estabelecimentos escolares passam a cada vez mais serem designados como objeto privilegiado de ações de formação e inovação, tal evolução no entanto, confronta-se com o político e a base, trazendo a tona obstáculos jurídicos, conceituais, estruturais e políticos.

Muitos ainda defendem que a qualidade é assegurada por uma verificação regular do desempenho dos alunos, e de um controle externo das competências dos professores, porém esta avaliação deve fazer parte de uma construção coletiva, onde os membros das equipes pedagógicas, assumam estas responsabilidades coletivas, estabelecendo práticas de auto-avaliação das escolhas feitas permitindo que se introduza os ajustes necessários.

- Dos controles ao desenvolvimento da qualidade

Para implementar reformas, os meios de controle são exercidos com base num principio simples, onde casa estabelecimento escolar é livre para empregar os meios e optar pelas reformas de funcionamento que lhe pareçam corretos para atingir os objetivos visados. É uma liberdade enganosa já que os planos de referências nunca fixam objetivos fáceis de serem atingidos.

- Dos níveis de comando

Existem dois tipos de comando: um operacional que só pode ser assumido pelos atores diretamente envolvidos, sejam atores individuais (professores), ou coletivos (estabelecimento de ensino). O comando estratégico pode ser concebido de forma essencialmente autoritária e prescritiva, onde se transmite diretrizes, formulam-se critérios de qualidade e decidem-se os ajustes necessários solucionando erros.

Poucos estabelecimentos têm competência e promovem um funcionamento que se insere nessa visão de comando operacional, o que não deixa de causar inquietações, visto que estes sistemas escolares, que criam medidas para caminharem neste sentido, são os mesmos que demoram a adaptar-se a uma transição para um nível estratégico.

Os professores acabam tornando-se favoráveis a idéia de apresentarem resultados e as práticas de avaliação que ela implica já que isto acaba fazendo parte de um "contrato" onde eles se obrigam a se dar conta do outro das outras ações, empreendidas e dos resultados obtidos. Estes professores admitem que a responsabilidade programação e sua e conseqüentemente precisam mobilizar esforços para responder as questões Como:

- Prioridades

- Competências visadas

- Situações de aprendizagens propostas

- Possíveis ajustes e outros

É o temor de serem julgados que acaba fazendo com que os professores encarem a obrigação de resultados como uma exigência insurpotável e inadmissível, uma política de mudança que se centra no desenvolvimento da qualidade, visa a melhoria dos resultados, mesmo que os resultados não sejam exigidos num curto prazo, com certeza serão exigidas provas, que os esforços empregados obtiveram êxitos.

Não se pode confundir obrigação de resultados com desenvolvimento da qualidade, pois os ultimo compreende outras medidas, como elaboração de um projeto, um cultura de cooperação profissional, gestão de planos e de cargos e carreiras e exploração de recursos humanos e matérias existentes.

- O desenvolvimento profissional dos professores: novos paradigmas, novas práticas

As reformas atuais confrontam os professores com dos desafios de envergaduras: reinventar sua escola enquanto local de trabalho e reinventar a si próprio enquanto pessoas e membros de uma profissão. A introdução de novos objetos de aprendizagem e de níveis metodológicos de ensino não lê permitirá mais organizar um ensino em torno de uma sucessão rígida de lições e feichos trabalho, e sim os obrigará a inventar permanentemente arranjos didáticos e situações de aprendizagem que respondam melhor a heterogeneidade de uma necessidade de seus alunos.

Para ter êxito e primordial que os professores não sejam mais vistos como indivíduos em formação, nem como executores, mas como atores plenos de um sistema.

- Da inovação do desenvolvimento escolar

A reorganização por ciclos de aprendizagem e a reivindicação de projetos de estabelecimento mais autônomos, partem da idéia de que a forma das escolas, com suas estruturas rígidas e fragmentadas, não permite levar em conta as necessidades cada vez mais diversificadas dos alunos.

È evidente a melhoria significativa dos desempenhos dos alunos nos estabelecimentos escolares em que os professores:

- Desenvolvem pontos de vista comuns quanto à maneira como seus alunos aprendem.

- Engajam-se em uma ação coletiva para pôr em prática esses pontos de vista.

- Assumem coletivamente a responsabilidade pela progressão de seus alunos.

- O impacto limitado da formação contínua clássica

Uma perspectiva de profissionalização das práticas, constata-se que os princípios clássicos da formação contínua tem um impacto muito limitado. A autonomia do estabelecimento escola supõe que os seus atores sintam-se responsáveis não apenas pelos resultados de seus alunos, mas também por seu próprio desenvolvimento profissional.

- Competências profissionais que faltam

Os estabelecimentos escolares, não dispõem dos recursos pedagógicos, didáticos e estruturais necessários, se eles se atém ao nível de exigência ficados pelos programas, se limitam, o ensino como estritamente à transmissão de saberes disciplinares, se praticam uma pedagogia frontal e uma avaliação essencialmente somativa e seletiva se contentam em empregar os meios didáticos mais correntes.

- A caixa preta da cooperação

A cooperação profissional nos estabelecimentos inovadores é construída em torno da combinação de 3 fatores: pressão, ação comum e energia. Por outro lado, várias pesquisas mostram que as escolas nas quais os professores preparam-se para enfrentar as incertezas e os conflitos que acompanham inevitavelmente toda a mudança de práticas não apenas têm melhor desempenho, como também consegue desenvolver progressivamente competências coletivas que complementam e reforçam, as competências individuais.

- O que é uma situação problema

São fragmentos relacionados com o nosso trabalho, nossa interação com as pessoas, nossa realização de tarefas, nosso enfrentamento de conflitos.

- Para quem propormos situações problemas

Para elaborarmos uma situação problema é fundamental saber para quem ela está sendo proposta, saber quem orientará sua exploração durante um determinado tempo, essa problemática estará inserida em um campo disciplinar ou em um domínio pedagógico.

- Para concluir:

Ampliar tanto quanto possível as oportunidades de aprender.

- Sobre o que propormos situações-problema?

Na escola, as principais situações problema referem-se aos conteúdos das disciplinas ou áreas do conhecimento.

- Como ensinar ou aprender por meio de situações-problema?

Uma situação problema é organizada em torno da resolução de um obstáculo pela classe, obstáculo previamente identificado, o estudo organiza-se em torno de uma situação de caráter concreto, que permita efetivamente ao aluno formular hipóteses.

- Qual é a relação entre competência e situação-problema?

Ser competente é ousar julgar em momentos de incerteza, dificuldade, ambivalência, dúvida e, por isso, se competente é ser tolerante, consideramos competências segundo 3 características: Tomada de decisão, mobilização de recursos e saber agir, enquanto construção, coordenação e articulação de esquemas de ação ou pensamento.

- Alteração

Diante de uma alteração, podemos renunciar a ela, considerá-la sem valor ou enfrentá-la. Enfrentar uma alteração significa encarar os obstáculos que nos cria como problemas, que requerem consideração, resposta, tomada de decisão, leitura ou observação.

- Perturbação

Uma perturbação expressa o fato de que uma alteração foi assimilada como um problema, isto é, que os elementos para a resposta não estão totalmente dados ou suficientes.

- Regulação

A regulação refere-se ao trabalho do sujeito diante de uma perturbação no contexto das interações provocadas pela situação problema, tal como são formuladas.

- Disciplinas e Competências

A idéia de que a meta principal da escola não é o ensino dos conteúdos disciplinares, mas sim o desenvolvimento das competências pessoais, está hoje no centro das atenções.

Desde o Trivium, currículo básico na Grécia Clássica composta pelas disciplinas lógicas, gramática e retórica, visava-se á formação do cidadão. É importante mencionar que desde o Trivium as disciplinas sempre desempenharam um duplo papel: o de mediação entre o conhecimento em sentido pleno, e o de meio para o desenvolvimento pessoal para a formação do caráter, para a construção da cidadania.

Sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, o entusiasmo pelas ciências físicas e naturais e pelos seus frutos tecnológicos passou a sinalizar no sentido de que estudar a ciência e o conhecimento em sentido amplo. Há algumas décadas, porém, a escola organiza-se como se os objetivos da educação derivassem daqueles que caracterizam o desenvolvimento das ciências.

Os currículos fixam as matérias, a grade horária organiza o tempo disponível para explorá-las e as pessoas devem aprendê-las para, ao final da educação básica, serem aprovados no vestibular e assim seguirem aprendendo mais disciplinas na universidade, essa perspectiva parece esta em crise. Já a algum tempo, hoje, parece mais claro que o desenvolvimento científico não pode ser considerado de forma desvinculada do projeto a que a serve as ciências não são um fim em si nem podem ser considerados um obstáculo do desenvolvimento pessoal.

É nessa perspectiva que as escolas precisam organizar-se, reestruturando seu tempo e seus espaços.

- Competências: Do trabalho a escola

Em uma sociedade na qual o conhecimento transformou-se no principal fato de produção, e natural que muitos conceitos transitem entre os universos da economia e da educação. A idéia de qualidade na empresa não é a mesma que na escola, na empresa é considerado que o cliente tem sempre razão, na escola o protagonista é o cidadão.

Entre um projeto empresarial e um projeto educativo, as diferenças incluem principalmente a amplitude das variáveis e dos valores envolvidos.

A palavra competência também aparece no discurso dos administradores da chamada "economia do conhecimento", nesse contexto, não basta dispor de certa tecnologia para aferir lucros, é fundamental idealizar produtos que a utilizem adequadamente e que penetrem no mercado.

No centro educacional, a noção de competência é muito mais fecunda e abrangente, mantida, com a idéia de disciplina, importantes vínculos, como por exemplo, o caráter de mediação.

- Competência e persoalidade

A pessoalidade é pois a primeira característica absolutamente fundamental da idéia de competência. Os espaços curriculares escolares são loteados entre as diferentes matérias e os tempos são subdivididos em doses diárias – aulas.

Na escola a Matemática, Física, História ou a Geografia, são disciplinas relativamente bem definidas e os currículos constituem um mapeamento do conhecimento considerado relevante para ser ensinado aos alunos, tendo em vista torná-los pessoas competentes.

Um outro exemplo de competência e a capacidade de argumentar. Não basta um advogado estar convencido da inocência do seu cliente, é preciso ser competente para evidenciá-lo por meio da argumentação convincente.

- Competências, âmbitos e habilidades

Um outro elemento fundamental para a caracterização da idéia de competência é justamente o âmbito no qual ela se exerce. É mais simples por exemplo, explicar o que seria um motorista competente do que dizer o que caracteriza um cidadão competente.

Para desenvolver habilidades recorre-se as disciplinas que são apenas meios para isso, assim, o importante é a compreensão do ciclo da água ou das transformações de energia, e não o fato de tal compreensão ter-se realizado em aulas de Física, de Biologia, de Química ou de outras disciplinas.

- Competência e mobilização

Uma competência sempre esta associada a uma mobilização de saberes, não é um conhecimento "acumulado", mas a virtualização de uma ação a capacidade de recorrer do que se sabe para realizar o que se deseja.

As competências constituem portanto padrões de articulação do conhecimento a serviço da inteligência. A relação entre conhecimento focal que se pode explicita, e o conhecimento subsidiário, não é a mesma que existe entre o que se conhece constantemente e o que se tem registrado de alguma forma do consciente.

- Competências, interdisciplinaridade, contextualização

A interdisciplinaridade entendida como mero incremento das relações entre as disciplinas, não tem se não produzidos efeitos paliativos. Embora a educação seja um tema trânsdiciplinar é necessária repensar a própria concepção de conhecimento.

Esse enraizamento na construção dos significados constitui-se por meio do aproveitamento e da incorporação de relação vivenciadas e valorizadas no contexto em que se originam. Durante permanência na escola a contextualização favorece a construção dos significados, ao sair da escola, o ingresso no universo do trabalho constitui um forma básica de inserção social.

- Competências da educação profissional

A formação escolar deve prover as pessoas de competências básicas a capacidade de expressão, de compreensão do que se lê e de interpretação de representações. Uma formação profissional que vise o universo do trabalho, tal como hoje se configura, deve necessariamente situar no foco das atenções algo que não é novo, que sempre existiu, mas eu produza seus efeitos de modo coadjuvante ou colateral.

- Disciplinas e Competências: uma questão de foco

De modo geral é possível afirmar que a escola organiza-se em seus diversos níveis tendo como foco a idéia de disciplina. Nas creches, o foco ainda permanece nas crianças, nas pessoas em formação; porém, do ensino fundamental ao ensino superior, o foco concentra-se cada vez mais nas matérias, nas disciplinas ensinadas.

No entanto, mesmo com todas as atenções escolares voltadas para as disciplinas, o que resta de mais valioso são as competências pessoais. Portanto a tarefa mais fundamental do professor é semear desejos.

Dialogar sobre um tema significa receber uma informação e processá-la, estabelecendo articulações entre os conteúdos na construção de novas relações.

- Profissional de Educação no Brasil

O início deste milênio aponta um panorama educacional que apresenta pequenas mudanças, o panorama na educação no Brasil demanda a necessidade de se estabelecer uma prática mais reflexiva.

- O que é competência

Do Latim, a noção de competência refere-se à capacidade de compreender uma determinada situação e reagir adequadamente frente a ela, ou seja, estabelecendo uma avaliação dessa situação de forma proporcionalmente justa para com a necessidade que ela sugerir a fim de atuar da melhor maneira possível.

A competência relaciona-se ao "saber fazer algo", que, por sua vez envolve uma série de habilidades, a competência manifesta-se num conjunto, por meio da articulação de diversas habilidades.

- A prática reflexiva na ação educativa

Perrenoud, aponta a necessidade do desenvolvimento de práticas reflexivas por parte do professor afim de que este possa propiciar o desenvolvimento de competências em seus alunos. Trabalhar com aprendizagem envolve um continuo movimento de reflexão, um reajuste cotidiano de nossos próprios processos.

Refletir a respeito do que vivenciamos quando alunos pode ser um excelente maneira para não reproduzirmos com nossos aprendizes o mesmo caminho que trilhamos, por vezes carregado de antigas aprendizagens que observamos e reconhecemos como aprisionantes. A atuação do professor deve acontecer no sentido da construção de uma nova consciência, consolidando uma cidadania ética e solidária.

É no momento da ação educacional que se expressa a sabedoria do educador por meio da transformação de seu conhecimento em prática.

- Novas tecnologias em educação

A visão educacional que adotamos compreende um aspecto transformador, uma vez que exige uma postura crítica por parte do professor de forma a promover a reflexão. Apresentamos duas propostas metodológicas, reconhecidas como novas tecnologias: O Projeto; de acordo com uma visão construtiva implica a criação e a construção de etapas num processo para o alcance de determinado projeto, e no decorrer dessa etapa que se constrói a aprendizagem de ambas as partes, trabalhar em projetos, e sala de aula é permitir que nossos alunos compreendam como realizar um tarefa passo a passo. É a Oficina Criativa; trata-se de uma diretriz segunda a qual o educador convida seu aluno a trabalhar e a elaborar temas e questões.

- valores humanos em uma cultura de paz

Há um compromisso maior a ser assumido por cada professor-educador, relacionado a um posicionamento diante do que está acontecendo em nosso mundo, em nosso planeta, em nossa vida. Como o profissional da educação esta efetivamente entrando em contato com as dinâmicas que podem melhorar e transformar a educação em nosso país, ele esta imbuindo-se do conhecimento que lhe permite atuar.

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