Amigo Nerd.net

Desafios das Políticas Sociais no Brasil: O Desafio da Educação

Autor:
Instituição: Universidade Estadual de Goias
Tema: Educação

Desafios das Políticas Sociais no Brasil: O Desafio da Educação

Educação um passo para Liberdade

Jussara/GO

Julho/04


"A escola não deve converter-se em uma incubadora de pequenos monstros avidamente instruídos...". A cultura não é um privilégio. E não queremos que seja assim. Todos os jovens deveriam ser iguais perante a cultura ".

Gramxi


INTRODUÇÃO

"... Afinal de contas, algum dia alguma coisa de ter surgido do nada". GOORDER, J. (1989, p. 05).

Assim foi feito o mundo... o mundo?

Quem? O quê? Porque? Para que? Para quem?

Também assim surgiu a necessidade de criar um sistema educacional, aonde precisavam procurar respostas, respostas estas, que viriam solucionar as perguntas que vinham surgindo... com isso a pedagogia vem surgindo como teoria crítica da educação, isto é, da ação do homem quanto transmite ou modifica a herança cultural.

A partir das relações que estabelecem entre si, os homens criam padrões de comportamento, instituições e saberes, cujo aperfeiçoamento é feito pelas gerações sucessivas, o que lhes permitem assimilar e modificar os modelos valorizados em uma determinada cultura. Sendo assim, para melhor ressaltar estas passagens históricas e embasar sonhos e perspectivas apoiamo-nos em alguns teóricos aos quais alicerçam melhor nosso saber. Teóricos estes como: Maria Lúcia de Arruda Aranha, Paulo Freire, Lúcia Moysés, Emília Ferreiro Claudius Ceccon, Hamilton Werneck, John Dewey, e outros, que vestiram a camisa e assim como nós vimos lutando contra as injustiças que nos ameaçam e se manifestam para que tenhamos uma educação boa e de qualidade.

A partir do momento em que surgem perguntas, surge então a necessidade de educar-se e surgem então as respostas. Com isso, nasce a educação "sistemática", partindo dos filósofos Pré-Socráticos dos séculos IV à a.C, tais perguntas.

A ciência passa a se dividir, o mundo já não mais é feito somente das perguntas filosóficas e outras ciências vão surgindo para uma sistematização de educação, para um registro de cultura e para a construção da História da humanidade.

No Brasil a educação surge meio assim, vem índio, negro, português, introduz a França, Inglaterra, e Holandês. Jesuítas tira-nos nossa cultura em nome de um "Deus" pagão e rouba-nos nossas riquezas e o berço da nossa educação.

E assim, foi assim... Jesuítas, carmelitas, dualismo, tradicionalismo, construtivismo, pluralismo, interdisciplinarismo, vem construindo nosso sistema educacional, que a cada dia se aperfeiçoa mais, embora muita coisa ainda precisa ser revelada...


CAPÍTULO I

Selecionar o melhor do ato de educar não é fácil principalmente quando nos deparamos com assunto tão complexo quanto ao que se refere à educação. Teóricos e mais teóricos passaram por nós e com certeza nos sensibilizaram a reflexão e reestruturação de uma educação de qualidade e de produtos mais notáveis a partir de mais uma turma de educadores pedagogos.

A educação é a mola mestra da sociedade, assim, percebe-se que o ato de ensinar está sempre em constantes mudanças, pois a mesma é um ato histórico, crítico, político e social; com desenvolvimento crescente e sempre se adequando a realidade humana.

Porem, quando falamos em saber ensinar, estamos pensando em algo que é mais do que uma simples habilidade expressa pela competência do professor diante do processo de ensino-aprendizagem. É muito mais... Tarefa complexa requer reparo e compromisso, envolvimento, e responsabilidade. É algo que define pelo engajamento do educador com a causa democrática e se expressa pelo seu desejo de instrumentalizar política e tecnicamente o seu aluno, ajudando-o a construir-se como sujeito social. Moyses, L. (1990 p.13).

Teoria essa que vem contribuir na prática docente sob novos olhares e perspectivas, sob a responsabilidade que adotamos frente ao desafio de "classificar" nosso aluno ao mundo globalizado de hoje, em que necessitamos não somente prepara-lo para o mercado de trabalho, mas para uma inserção à vida, a moral e aos bons costumes. Também vem nos orientar quanto sermos flexíveis e maleáveis profissionalmente, contando-se com a presença e compreensão no entendimento das complexibilidades humanas, sabendo-se ao momento correto da adequação da problemática, seja ela, individual ou social.

Nota-se também a grande diversificação da clientela da escola hoje. Daí surge a discussão pela necessidade da escola se reestruturar adaptando-se aos novos paradigmas de um mundo globalizado.

Os pais estão preocupados e insatisfeitos, professores cansados e frustrados, cercados por dificuldades de todos os lados, sendo assim, professores se mascaram e para se defender adotam atitudes, por vez, autoritárias em relação aos alunos, então entregam os pontos e se desinteressam da sorte de seus alunos.

Analisa-se então este desafio de ensinar, a questão política do trabalho pedagógico, com a dimensão sócio-político da prática docente, o educador vem sendo questionado sobre sua conduta elicoprofissional e cada vez mais é colocado em evidencia seu desempenho profissional, ou seja, sair das amarras da ignorância e do não ser, e participar do processo evolutivo e da cidadania, cabendo ao professor respeitar as diversidades culturais e sociais, pois cada qual tem sua experiência de vida, o que é inquestionável. Todos devem ser tratados por igualdade e respeito, pelo menos é o que reza a Constituição Federal, no seu artigo 206. A lei maior regente da educação brasileira nº9.394/96 (26/12/96).

Desta maneira, é impossível conceber um profissional em educação isolado de sua dimensão social e política da força produtiva dentro da própria sociedade, o que acontece é que a escola não foi feita para servir a maioria (pobres), e dá-se então um mito em que há igualdade de oportunidade que faz com que os que fracassam se culpem e se sintam ignorantes e inferiores. Ela não está cumprindo sua missão e precisa ser mudada.

... O diretor é gente,

o professor é gente,

o aluno e o servidor são gente,

... a escola não é feita somente de muros por todos os lados...

...a escola é gente! FREIRE, P. (Texto Reflexivo).

Sendo assim o que deve ser feito, são currículos mais humanizados e voltados à relações políticas sociais dentro deste processo cercado por gente.

Acontece que a educação ainda exclui, e volta-se a velha historia: será que a escola é "a mesma para todos"? A escola é feita para classe média e não para a pobre. Pede-se aos pobres que se adaptem a uma escola a qual não lhes fora projetada.

Existem escolas "boas" e escolas "carentes".

Para as escolas "boas" vão os professores mais competentes e experientes. Nelas, as condições de trabalho são melhores. Há um número menor de alunos por turma e o tempo de aula é maior. O material didático também é abundante e de boa qualidade.

Enquanto nas escolas "carentes" dá-se ao contrário. Os professores estão sobrecarregados e insatisfeitos, materiais inadequados e insuficientes. Turmas superlotadas, menos tempo de aula. Professores faltam com mais freqüência, alunos rebeldes ou desinteressados e há mais problemas de disciplina". CECCON, C. (1999, p. 52/53).

O que acontece é que o processo de educar ainda muito se rende ao sistema jesuítico e carmelita. Onde se ensinava o rico a ser doutor e o filho do pobre a servir os doutores. Pouca coisa mudou e a escola ainda não foi feita para a criança pobre, o sistema reprime, condena estas crianças que sempre souberam se virar sozinhas, sentem-se incapazes de aprender, se fecham em si mesmas, vão se tornando caladas, tristes e passivas e/ou ao contrário vão se fortalecendo por meio de injustiças e preconceitos e amanhã serão nossos futuros assassinos e assaltantes. "A escola brasileira ainda não foi democratizada de forma satisfatória, já que existem inúmeras dificuldades para que a maioria dos alunos prossiga normalmente seus estudos". PILETTI, Nelson (1989 p. 122).

E essa democratização de oportunidades educacionais é atestada por dois fatos: o aumento de matriculas na educação brasileira, tem como objetivo a eliminação das desigualdades formais das escolas, superando-se o dualismo pela escola única para todos.

Essa democratização de oportunidades não foi acompanhada pela democratização do ensino e assim o "fracasso escolar" passa a ser evidente porque muitos continuam fora da escola e o ensino escolar é altamente seletivo; e encontra partido.

Na prática o dualismo contínua, uma boa para poucos e precária para muitos.

Alguns fatores internos e externos à escola explicam o "fracasso" desta criança pobre que cruelmente é inserida neste processo, tais como:

Os Fatores Escolares: Falta de escolas, reprovação, corpo docente despreparado, deficiências materiais, e escassez de material didático entre outros;

E os Fatores Extra-Escolares: Fome, choque cultural, necessidade de trabalho do menor.

Isso se dá porque as estruturas sócio-econômicas dificultam tal democratização da escola: são os filhos de famílias de rendas mais baixa que são excluídos da escola;

A democratização da escola ocorrerá somente a medida em que a educação contribuir para que as pessoas tomem consciência de sua realidade e lutem para transforma-la, sendo assim.

A escola não deve converter-se em uma incubadora de pequenos monstros avidamente instruídos. A cultura é um privilégio. A escola é privilégio. E não queremos que seja assim. Todos os jovens deveriam ser iguais perante a cultura... GRAMSCI (1981, Texto Reflexivo).

E para isso devemos conscientizar-se de que há uma nova geração de educadores que devem se preocupar com a inserção humana do nosso aluno ao meio social, incluindo-o a este sistema globalizado de educação, onde infelizmente prevalecem os "melhores" da total e excludente escola para todos.

A educação escolar tanto pode "historicamente, constituindo-se em fator de mudança interna e externa da escola, quanto pode colocar-se contra a História, transformando-se em eficaz instrumento de conservação da situação vigente. A História avançará sem a escola ou mesmo contra a escola".

Esta andará a reboque da História. O que se observa é que na mesma escola coexistem processos de controle social e processos de mudanças sociais, prevalecendo ora um, ora outros.

À medida que a escola contribuir para diminuir os índices de exclusão escolar, estará então dando sua contribuição para reduzir o número de marginalização e contribuir para uma sociedade mais justa, mais igualitária. PILETTI, Nelson (1989 p. 160).

A sociedade em geral pode e deve mudar, mas somos nós que temos que provocar essas mudanças. Nós que achamos, que a escola é uma coisa muito importante e que ela está funcionando muito mal. E nós mesmos não nos mobilizamos para promover mudanças.

Com certeza, para que aconteçam mudanças é necessário projetar-se, planejar-se e insistir-se neste projeto, estar sempre em constante busca de conhecimento, sabe-se que quem não pesquisa condiciona-se às regras impostas, pois não adquiriu o hábito de procurar soluções, jamais conseguirá resolver ou promover conceitos próprios.

Observa-se que as qualidades da aprendizagem, parte do professor e para que exista esta, são necessários uns bons relacionamentos entre o educador e o educando.

A grande habilidade de um professor é obter e manter a atenção do aluno, enquanto tiver isto terá certeza de progredir tão rapidamente quanto a capacidade do aluno o permitir, e sem isso toda a sua pressa e alvoroço terão pouco ou nenhum propósito (por maior que possa ser) a utilidade do que ensina; e que o professor faça ver ao aluno que, com o que aprendeu, ele pode fazer algo de que não era capaz anteriormente, algo que lhe dê algum poder e vantagem real sobre os outros que desconhece o assunto. A isso, o professor deve acrescentar gentileza em todas as aulas, e por meio de uma certa ternura em sua atitude, deixar perceber a criança que ela é amada e o professor não tem outra intenção senão o seu bem; esse é o único modo de originar amor a criança, o que fará dar atenção às aulas e ter prazer com o que o professor lhe ensina. MAYER, F. (1976 p.86).

Mostra-se que o ato de amar traz sempre ótimos resultados. O que irá fazer a mudança no ensino-aprendizagem, são as pessoas certas, nos seus devidos lugares, pois se acredita que o verdadeiro profissional não é aquele que está exercendo-o e sim aquele que saiba exerce-la.

A maior virtude dos seres humanos é a educação que sem ela não há desenvolvimento, sendo assim mola-mestra para que o homem desempenhe seu crescimento e separa-se dos outros animais, embora alguns valores, impostos pela sociedade empeçam que seres humanos concluam com êxito grandes realizações, entre elas seus estudos.

Percebe-se que o importante é lutar contra tudo isso, a fim de tornar-se seus sonhos em realidade, sendo assim, considera-se como maior fracasso do ser humano são as ignorâncias de ignorar-se a realidade que existe na vida. Uma tomada de posição implica necessariamente em eleger valores, aceitar-se como tal, questionar normas, e essas capacidades são desenvolvidas por meio da troca no processo de ensinar e aprender, assim é o ciclo vital, uma vez que nossas crianças estão conhecendo e construindo seus valores e suas capacidades de gerir o próprio comportamento a partir de si mesmo, regendo sua vida, participando ativamente de suas decisões do que acredita e do que precisa lutar para suas concretizações seja de cunho pessoal ou profissional.

"Saber ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção". FREIRE, P. (1996 p. 52).

Percebe-se então a grande importância da integração educador-educando que através do amor e amizade constroem a cada dia uma nova página da educação brasileira. Uma página de inovações e sucessos.


CAPÍTULO II

Ao analisarmos os aspectos no segundo momento do presente trabalho monográfico, podemos perceber um maior desempenho e um maior desenvolvimento pedagógico, na prática educacional com planejamentos e metodologias diversificadas com realizações de projetos e pesquisas no âmbito profissional, na perspectiva de construir novos paradigmas, nota-se uma grande desvantagem no ensino-aprendizagem. Pois os estabelecimentos de ensino estão arcando com o papel que não lhe pertence, adotando como critério oficial ou verbalmente a responsabilidade dos pais, tornando-se uma sociedade descomprometida com os próprios filhos, gerando assim, uma grande defasagem escolar, devido à falta de interesse de ambos os lados, tanto envolto na questão familiar quanto na área educacional, em particular sobre a imposição do sistema educacional, que direciona de maneira geral o processo educacional no Brasil, não levando em consideração as diferenças regionais.

Quer-se, finalmente, expressar o desejo despertar-se no aluno o interesse e o gosto pela leitura, contribuindo valiosamente para a aquisição de novos conhecimentos e de dinâmicas comportamentais indispensáveis ao ajustamento da criança em seu meio social. Contribuindo com isso para a formação sócio-cultural desta criança em formação psico-social.

O conhecimento é resultado de um complexo e intricado processo de modificação, reorganização e construção, utilizada pelos alunos para assimilar e interpretar os conteúdos escolares. O desenvolvimento da inter-relação permite ao aluno se colocar do ponto de vista do outro e a refletir sobre seus próprios pensamentos.

De acordo com o texto reflexivo sobre os filhos vão à escola.Todo mundo sabe, por isso ninguém pergunta. É praticamente inútil conversar com os pais sobre o assunto. Difícil conversar com os pais pobres, eles lutam pela sobrevivência diária. Quem luta pela sobrevivência diária não pode se dar ao luxo de plantar árvores que vão dar frutos daqui quinze anos. Mais difícil é conversar com a maioria dos pais de classe média para cima. ALVES, R. (1998 p. 34).

Nosso país não oferece subsídios financeiros para que todas as crianças permaneçam na escola, visto que não podem dedicar-se aos estudos inteiramente, pois precisam ajudar no orçamento mensal de sua família.

Percebe-se que a sociedade brasileira, muitas das vezes não adquire o verdadeiro conhecimento crítico, pois os pais geralmente colocam-se os filhos na escola não para ter-se consciência da realidade, mas na expectativa de garantir um futuro promissor, entre a própria sociedade capitalista, onde se leva, o pai a uma consciência aliviada em pensar que a escola é o caminho da liberdade na sobrevivência globalizada perante as desigualdades sociais, vive-se em mundo cheio de perspectivas e de grandes invenções tecnológicas, como meio de aprimorar-se todas as áreas profissionais, em aumentar as competências em busca de autonomia humana. Percebe-se que a autonomia é um nível de desenvolvimento psicológico, implicando dessa forma uma dimensão individual, e por outro lado, uma dimensão social. Pois a autonomia pressupõe uma relação com os outros. Por isso é possível realiza-la como processo coletivo que implica relações de poder não –autoritárias. Nota-se que o aperfeiçoamento da vida humana, contribui para a diminuição do sofrimento dos homens, sempre aparecendo novos inventos e recursos, objetivando aumentar –se os conhecimentos, tendo em vista assegurar o domínio do homem sobre a natureza. Para chegar a esse conhecimento que permitisse a intervenção técnica sobre-a, tudo isso o método que é permitido conhecer verdadeiramente o maior número de coisas, com o menor número de regras.

De acordo com as novas tecnologias na escola:

"A informação da educação e no momento algo inadiável. Diante da capacidade de atingirmos níveis cada vez mais altos de compreensão do mundo à nossa volta e que perseguimos o conhecimento, e é como ferramenta potencializadora desse desenvolvimento humano que o computar deve ser inserido na sala de aula. Acredita-se ser esse o momento ideal para a busca de novos horizontes na educação, estamos diante da real possibilidade de uma mudança de paradigmas. A discussão em torno da informática educativa transcorre de longa data".BRITO, C. (1989 p 17).

De acordo com as várias tendências pedagógicas, são muitos os meios de tecnologia na educação, como avanço de uma sociedade moderna, mais globalizada, os educadores de várias escolas, conta-se com esses equipamentos da tecnologia, um mundo de realidades, que para muitos não passa de uma utopia. Sabe-se que as máquinas são dependentes do homem, que para se processarem seus dados é necessário que seja manuseada por um ser humano e este se precisa capacita-los, acompanhar-se as novas mudanças para prosseguir um bom desenvolvimento com equilíbrio tecnológico existente no desempenho da educação. Para tanto é preciso lembrar que mais importante que introduzir as novas tecnologias é dar subsídios às escolas para manutenção das necessidades primárias (material didático, espaço físico), para depois estarmos sociabilizando nosso aluno com os meios tecnológicos.

Percebe-se que na educação o mais importante entre os povos, e não é único, cada indivíduo cada sociedade tem diferentes maneiras de interpretar a educação, pois os hábitos e costumes dependem muito de seu habitat, conduz-se sua própria maneira de educar-se. De acordo com as novas tecnologias.

"Com o aparecimento de novas tecnologias cada dia mais avançadas de práticos, o professor deixa de ser o centro das atenções, desde que não procura uma inovação adequada com a realidade da época, pois a vida é feita de mudanças apesar de que o desconhecimento dá medo, pois a vida é feita de mudanças, mas também provoca mais emoção, por isso professores devem estar sempre atentos com as mudanças que vão surgindo, com relação a Paiva (1993) a transformação geral da sociedade repercute, sim, na educação, nas escolas, no trabalho dos professores, tendo caracterizado pela subordinação da educação à economia e ao mercado". LIBÂNEO, J. C. (1993 p. 197).

Com a evolução do meio social requerem de todos os profissionais em educação que estabeleçam metas entre os que são conhecidos em novas idéias, entre o comum e o diferente. Para isto é necessários uma interação com o todo tecnológico globalizado, vez que os meios da educação estão em mutabilidade, haja vista os processos de tecnologia computadorizada introduzida nas escolas de nível médio dando oportunidades para que o aluno acompanhe tal progresso. Para isso também, precisamos de profissionais capacitados o que não acontece de acordo com a nossa realidade e a realidade da maior parte das regiões brasileiras.

O desenvolvimento desses valores envolve-se muitos aspectos da vida social, como a cultura e o sistema produtivo, as relações entre o homem e a sociedade. Percebe-se que o ser humano é uma parte integrante e agente de transformação do mundo em que se vive valorizando sempre o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do suprir necessidades humanas, distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da aprendizagem.

As escolas devem formar um cidadão crítico, pela justiça social e produtiva, com uma formação ética. Precisa deixar de ser meramente uma agência transmissora de informação, pois hoje se tem informação em qualquer lugar que se estiver através da mídia e algo mais. O professor medeia a relação ativa do aluno com a matéria, inclusive com os conteúdos próprios de sua disciplina, mas considerando os conhecimentos, a experiência e os significados que os alunos trazem à sala de aula, seu potencial cognitivo, suas capacidades e interesses, seus procedimentos de pensar, seu modo de trabalhar. Ao mesmo tempo o professor ajuda no questionamento dessas experiências e significados, abre espaço para expressarem seus pensamentos, sentimentos e desejos, de modo que traga para a aula sua realidade vivida, é nisso que consiste a mediação pedagógica. O aluno deve-se transformar em um sujeito pensante, de modo que aprenda a usar seu potencial de pensamento, em prol da transformação social.

Deve-se persistirem no empenho de auxiliares os alunos a buscar-se uma perspectiva crítica dos conteúdos, a habilitar-se aprender as realidades enfocadas nos conteúdos de uma forma crítica –reflexiva. Com o aparecimento de TVs, vídeo game, internet, CD-Rom etc. com essas novas tecnologias, terão um impacto cada vez maior na educação escolar, e na vida cotidiana. Os professores não podem mais ignorar a televisão, o vídeo, o cinema, o computador, o telefone, o faz, etc. que são os veículos de informação de comunicação, de aprendizagem, de lazer, pois o professor e o livro didático deixaram de ser as únicas fontes de conhecimento.

Os alunos já chegam nas escolas sabendo muito mais do que imaginamos, não importando a classe social, nem o poder aquisitivo, pois, os meios de informações estão em todas as partes, são de forma global, os professores são os que se devem modificar, bem como suas atitudes frente aos meios de comunicação, pois correm o risco de serem substituídos por ele. De acordo com o progmatismo.

"Progmatismo tomo o que melhor preenche o ofício de me guiar na vida, o que se ajusta a todas as partes da existência e se adapta ao conjunto das exigências, da experiência, de modo que seja sacrifício". JAMES, W. (1931 p. 35).

Entende-se que tudo na vida é feito através do ensino aprendizagem e o maior sacrifício para manter-se na escola é o da disponibilidade de tempo, bem como de recursos financeiros, é não acompanhar a existência de viver, as mudanças existem como meio de melhorar-se o desenvolvimento, e os procedimentos culturais, as vivências pedagógicas ajudam-se no desempenho e no relacionamento professor-aluno, a desenvolver projetos e realiza-los perante a sociedade estudantil, que através dos mesmos as grandes desigualdades sociais com a má distribuição de rendas, e o que originou tamanha disparidade, uma questão que leva a maioria a uma barbárie luta de sobrevivência e a prevalecer-se a separação da sociedade em classes.

Vimos, que para amenizar essa desigualdade o Estado tem como função ocultar os conflitos e antagonismos que exprimem a existência das contradições próprias de uma sociedade dividida em classes, que se encontra em luta permanente. Nessa concepção ideológica, pode notar-se a separação entre as esferas da realidade e da representação, a oposição entre o falso e o verdadeiro.

Para tanto, a educação é um aparato da sociedade, pois através da mesma são realizados os processos de conhecimento humanos, o qual compreende um jogo entre o vivenciar e o simbolizar, entre o que é sentido e o que é pensado, ou seja, o conhecimento se dá de intercalações de experiências vividas no cotidiano e culturas trazidas de nossas origens, através da linguagem e de ensinamento por meio de um processo educacional. Adquire-se desde cedo uma personalidade cultural que é a maneira como a cultura onde se vê, sente-se e interpreta o mundo, e que o mesmo tempo é divida ou deixada de lado.

Através desse processo de conhecimento o homem imprime transformações, no mundo talvez pelas necessidades surgidas e impostas pela sociedade moderna, e com isso surge a aculturação, isto é, a transformação de culturas decorrentes da assimilação de elementos culturais de outros grupos sociais, onde a modernidade constitui uma visão diferenciada das culturas primitivas, deixando-as desligadas do mundo atual e o que mais vale é a voz dessa modernidade fazendo com que as pessoas se integram apenas nas transformações tecnológicas e nas chamadas culturas sofisticadas e percam suas verdadeiras raízes culturais.

As instituições sociais, como a família, igrejas e os meios de comunicação de massa, exercem grandes influencias na educação dos indivíduos. É a escola, porem a instituição especialmente organizada para transmitir às crianças, herança a cultural da sociedade. A qual passa-se por meios de avaliações cognitivos e exacerbados propício da elite contra a camada popular, como meio de excluir-se usam os meios antidemocráticos de avaliar-se então, observa-se que, pelo uso de elementos, irrelevantes na prática da avaliação, são antidemocráticos com os alunos, na medida em que se reprovam por aquilo que não é essencial à aprendizagem escolar, bem como se impedem o surgimento e a emergência de pessoas vivas e criativas, capazes de viver, construir conhecimentos, inventar coisas para essa desgastada humanidade. Com certeza, essa pratica de usar dado irrelevantes ao bel-prazer manifesta uma prática autoritária manifesta uma prática autoritária e, por isso mesmo antidemocrática, uma vez que ela não serve ao crescimento do aluno no que refere à elevação do seu patamar cultural, mas, ao contrario, contrário, contribui para que o aluno se afaste desse processo.

Com esse tipo de prática avaliativa, a escola nega-se a si mesma, pois, em vez de propor e trazer prazer da elevação cultural estiola essa possibilidade da medida mesma em que destrói dentro da criança o prazer de entender melhor o mundo e crescer em compreensão e visão da realidade. LIBÂNEO (1989 p.45).

Define-se a avaliação como juízo de qualidade sobre dados relevante4 para uma postura escolar. No cotidiano a única medida que se tem com relação ao aluno são a de classifica-los num determinado nível de aprendizagem, a partir de menções, seja elas em notações numéricas ou em verbais. O importante é a classificação do aluno quanto a nota registrado no tão "autêntico" diário de classe. A pratica classificatória da avaliação é antidemocrática, uma vez que não encaminha uma tomada de decisão para o crescimento.

Entende-se que o aluno pode ser aprovado ou reprovado por um confronto entre qualidade e quantidade. Mas sim por que sistema necessita, de trabalhar com média de notas e não com um mínimo de conhecimentos. Isso significa que, para fazer a média, que só pode ser feita a partir de quantidades e não de qualidades, a escola necessita, indevidamente, transformar qualidade em quantidade. De acordo com os meios de avaliação da aprendizagem escolar.

Pais, sistema de ensino, profissionais da educação, professores e alunos, todos têm suas atenções centradas na promoção, ou não, do estudante de uma série de escolaridade par outra. O sistema de ensino esta interessado nos percentuais de aprovação-reprovação do total dos educandos; os pais estão desejosos de que seus filhos avancem nas séries de escolaridade; os professores se utilizam permanentemente dos procedimentos de avaliação como elementos motivadores dos estudantes, por meio da ameaça; os estudantes estão sempre na expectativas de virem a ser aprovados ou reprovados e para isso, servem-se dos mais variados expedientes. O nosso exercício pedagógico escolar é atravessado mais por uma pedagógica do exame que por uma pedagogia do ensino-aprendizagem. LUCKESI, C. (2000 P. 18).

Percebe-se que o ato de avaliar não se destina a um julgamento final, definitivo e sim como meio de auxiliar o educando em seu desenvolvimento individual, pois o ser humano não é capaz de detectar tudo que já se estudou é provável acontecer vários deslizes em uma avaliação e neste momento que o verdadeiro educador coloca em prática suas metodologias pedagógicas e usa-se da flexibilidade profissional, ter sempre em mente que o aluno é um ser humano comum, com altos e baixo, que nem todos os dias o aluno está disposto a acompanhar as atividades avaliativas, às vezes não acerta naquele momento, mas isso não impede que ele seja de grandes potencialidades a desenvolver-se. Todo aluno precisa sentir-se aceito e confiante por parte do professor. Isso significa uma compreensão empática, ser capaz de compreender as reações íntimas de outra pessoa, a maneira como essa pessoa se sente diante dos fatos. Percebe-se que o erro faz parte do processo de aprendizagem e pode estar expresso em registros, resposta, argumentações e formulações incompletas do aluno. O erro precisa ser tratado não como incapacidade de aprender, mas como um elemento que sinaliza ao professor a compreensão efetiva do aluno, servindo, então, para reorientar a prática pedagógica e fazer com que avance na construção de seu conhecimento. Nota-se que o erro é um elemento que permite ao aluno entrar em contato com seu próprio processo de aprendizagem, percebe-se que há diferenças entre o senso comum e os conceitos científicos e é necessário saber aplicar diferentes domínios de idéias em diferentes situações.

Percebemos que o ser humano precisa de liberdade em expressar seus sentimentos, pois faz parte da vida, o senso crítico-social, ato pelo qual seve ser livre é mais uma das várias conquistas alcançadas, como a percepção do pensamento uma das diferenças do homem. O animal se adapta a seu meio ambiente. Incapaz de transforma-lo de maneira, planejada, ele deve sempre se adaptar às circunstancias, desenvolvendo atividades que o auxiliam a sobreviver aqui e agora.

O homem não. Não se adapta simplesmente a um meio, e sim procura transforma-lo, modifica-lo, construí-lo. Faz com que o meio se adapte a ele, o homem constrói o mundo, imprime um sentido às suas ações, visa o futuro, pensa e então age, construindo o que imaginou.

A radical diferença entre homem e anima esta na consciência, reflexa, simbólica. A palavra é o primeiro elemento transformador do mundo de que se vale o ser humano. Por ela o mundo é ordenado num todo significativo, com ela o homem organiza o real, atribuindo-lhe significados. Toda a massa de sensações e percepções é linguagem humana e recebe um significado.

Entende-se que o ser humano preocupa-se sempre com o crescimento profissional, intelectual, e social, pois o que não sabe por si só busca informar-se através de pesquisas com o pretexto de mudanças no desempenho histórico pedagógico, os meios de pesquisa é mais um dos recursos metodológicos na construção do conhecimento humano. É muito importante e significativo, não só para os educadores, mas para todo corpo discente e administrativo da escola, pois por meio da pesquisa há uma contribuição de grande sucesso, enriquece-se o conhecimento e leva-se a entender melhor o desenvolvimento e a evolução da sociedade em que está inserido.

A atualização é requerida em qualquer profissão. Só se atualiza de maneira prazerosa quem tem vocação e está adaptando às suas funções. Até a água parada cria mosquitos e apodrece. O movimento é sinal de vida. Qualquer profissão precisa deste movimento vital. WENECK, A (1996 p. 34).

Só por métodos e pesquisas é que se pode entender e construir uma sociedade mais justa, com problemas e mais soluções para uma vida digna. As pesquisas levam-se a compreensão dos erros dos ancestrais e um possível acerto futuro, a grande descoberta dos cientistas são provas que a pesquisa só tem a contribuir com a sociedade em geral.

Outro ponto básico quanto a ação pessoal e social, os quais ordena os passos a serem tomados quanto a ação pessoal e social, tornando-se clara, precisa e eficiente, orgânica, direcionada e transformadora, norteando a realidade e seus objetivos propostos. O planejamento é necessário.

O ato de planejar, com todos os outros atos humanos implica escolha por isso, está assentado numa opção oxiológica. É uma atividade meio, que subsidia o ser humano no encaminhamento de suas ações e na obtenção de resultados desejados, portanto, orientada por um fim. O ato de planejar se assenta em opções filosóficas e políticas; são elas que estabelecem os fins de uma determinada ação. E esses fins podem ocupar um lugar tanto no nível macro como no nível micro da sociedade. Situa-se onde se situar, é um ato oxiologicamente comprometido. LUCKESI, C.(2000, p. 106).

Nota-se que o ato de planejar faz parte do trabalho organizado do ser humano são as vivencias e experiências que enriquecem as formas de planejamento, há várias maneiras de planejar-se desde que usa de metodologias suficientes e com objetivos propostos a serem alcançados, não exclusivamente um só ponto, mas sim vários ângulos pedagógicos. Percebe-se que as maneiras mais adequadas e suficientes em trabalhar-se em qualquer área são sempre boas fazer-se um planejamento, de como irá prosseguir, para alcançar-se os objetivos propostos procurando-se sempre em adequar-se as mais variadas situações.

O planejamento não será nem exclusivamente um ato político-filosófico, nem, um ato técnico; será sim, um ato ao mesmo tempo político-social, cientifico e técnico; político-social na medida em que está comprometido com as finalidades sociais e políticas; científicos, na medida em que o planejamento exige uma definição de meios eficientes para se obter os resultados. LUCKESI, C. (2000. p. 108).

Percebe-se que o planejamento vem do conhecimento da realidade por isso possui as características desejadas, torna-se momento de decidir sobre a construção do futuro, dimensionando-se uma mística de trabalho e vida, pois a compreensão e a ação do presente em função do futuro é que dá-se a importância dimensional político-social do ato de planejar-se. Portanto os planejamentos fazem parte do cotidiano do individuo, pois, tudo que se planeja ao de ser elaborados pelos objetivos esperados nos respectivos projetos de vida profissional e social.

A organização dos conteúdos em torno de projetos, como forma de desenvolver atividades de ensino-aprendizagem, favorece a compreensão da multiplicidade de aspectos que compõem a realidade, uma vez que permite a articulação de contribuições de diversos campos de conhecimento. Os projetos podem se desenvolver e ser direcionados para metas objetivas ou para a produção de algo específico (como um jornal, por exemplo). Professor e alunos compartilham os objetivos do trabalho e os conteúdos são organizados em torno de uma ou mais questões. Uma vez definido o aspecto específico de um tema, os alunos têm a possibilidade de aplicar os conhecimentos que já possuem sobre o assunto; buscar novas informações e utilizar os conhecimentos e os recursos pelas diversas áreas para dar um sentido amplo à questão". PCN. (200, p.61).

Sabe-se que os projetos não são para benefício próprio, ou seja, individual, mas sim uma forma de melhorar-se o aspecto da sociedade, portanto se faz com um ato democrático e participativo de toda a comunidade, a qual luta pelos mesmos objetivos e idéias para a sobrevivência do coletivo entre-se a preocupação no planejamento participativo, se fixa no processo, o que importa é o crescimento das pessoas, a conscientização, seus desenvolvimento e realização pessoal, nesta perspectiva, crescem o valor da participação que se concretiza na metodologia de trabalho, pois a ação grupal reflete constantemente uma metodologia participativa, em que todos têm condições de envolver-se ativamente no trabalho, com reflexos nos resultados alcançados pelo grupo. Assume-se o trabalho em comum e é realizado, cada um colaborando com a iniciativa e o esforço pessoal. É o grupo que está envolvido no todo processo.

Só com as técnicas de alta participação conseguirão desviar a atenção dos jovens das solicitações existente hoje no contexto social. Generalizando, amplia-se o pensamento, no sentido de que o que só estas técnicas conseguirão envolver os participantes do processo na transformação desejada. (1971 p.19). conclui com afirmação de Rosa. A força do planejamento participativo encontra-se no grupo. LIMA (1990 p. 09).

Percebe-se que o ser humano sempre dependerá dos demais, para viver em sociedade está sempre buscando formas de melhorar a organização no âmbito social, tomando-se as decisões do coletivismo em prol do cooperativismo. Na medida em que o movimento de organização dos educadores se amplia e o trabalho coletivo se fortalece, também se forma uma nova concepção da própria educação e se distingue, com maior vigor, o caráter específico da intervenção social de cada categoria de educador.

Perceber-se que todo trabalho tem que ser ampliado e organizado para dar maior ênfase no significado profissional, pois a organização faz parte de um currículo administrativo perante uma sociedade exigente a qual se encontra inserida. As propostas metodológicas e as concepções infantis há uma distância que pode medir-se em termos do que a escola pretende ensinar nem sempre coincide com que a criança consegue aprender.

Pois cada ser humano traz consigo uma virtude do saber, não importa-se a maneira e nem como adquiriu esta virtude o importante é que possui por natureza. Segundo o mérito da virtude está na ação.

O mérito da virtude está na ação; mas já freqüentes intervalos que permitem voltar aos estudos ou, ainda, à atividade do espírito, que sempre nos impele, mesmo no trabalho, a mantê-los continuamente. Ora, toda a atividade do espírito tem por objeto resoluções honestas a tomar sobre coisas que contribuem para a felicidade, ou à pesquisas científicas. Eis o que se deve observar na primeira fonte dos nossos deveres. CÍCERO, (1965, p. 47).

Nota-se que entre as coisas sérias e úteis tratadas pêlos filósofos, não se conhecem nada mais extenso e cuidadoso do que regras e preceitos que se transmitem a propósitos de deveres.

Pois os deveres são as regras dos direitos e um desperta-se interesse no outro, porque os seres humanos são repletos de sentimentos com relação ao ensino-aprendizagem e sempre se faz interação do novo com coisas já vivenciadas, a aprendizagem é contínua e a vida é um aprender constante.

Todo cidadão é dotado de direitos e deveres, que no exercício dessas aptidões, constrói-se uma consciência voltada para conhecer a realidade da vida, e de mundo tornando-se crítico capaz de opinar ativamente na sociedade em que vive. Transformar-se o pensamento interagindo na política, porque ser crítico e consciente é não ser neutro politicamente.

Conclui-se com estas teorias e através da prática que todo ser humano está em pleno desenvolvimento, sempre adquirindo novas experiências e tornando suas metodologias cada vez mais coerentes com a própria realidade do individual e concretizações com o social.

E com estas experiências percebe-se que o ser humano há é dotado de inteligência para aprender e ensinar possui meios de autocontrole, com os mais variados meios tecnológicos estando sempre buscando meios de aperfeiçoamento com as mais variadas tecnologias existentes.


CAPÍTULO III

Pensar o plano das nossas experiências e de nossas realizações com a teoria implica pensar essas duas dimensões do conhecimento como um todo, numa relação de reciprocidade, uma complementando a outra, o que equivale, refletir sobre a ação já realizada ou a que ainda vamos realizar.

Entende-se que a prática reflexiva é pensar esse tema na perspectiva de situações problemas vivenciados na sala de aula, na escola, na nossa vida.

Na sala de aula ao refletir sobre os objetivos da nossa prática que são os conceitos, os objetos, os acontecimentos presente e passado, estamos buscando externamente boas formas de ensinar melhor, e que muitas vezes sofremos com os resultados: desinteresse falta de recursos pedagógicos, alunos dispersos, indisciplinam. E assim, ignoramos os fatores reais que os favorecem os que dificultam.

Compreender a prática reflexiva supõe voltar para dentro de nós mesmos ou um tempo para o que não tem resposta imediata, o que implica valorizar o nosso pensamento, as hipóteses, compreender e interpretar os sentimentos e as expectativas.

Acredito-se que, a prática reflexiva conduz a um processo de interiorização e exteriorização.

Nesse sentido, foi criado um contexto que nos motivou a reflexão espera-se que possamos cria-lo, no ambiente de nossas escolas. Conduzir nossos professores e alunos a refletir, ou seja, tomar consciência superando a ignorância pelo prazer de conhecer, observar a leitura das experiências ou mesmo do sistema na sua globalidade com um novo olhar e dizer a nossa prática como ela pode se realizar, sem medo, combatendo preconceitos, sem condescendência comprometendo-nos como que dizemos e assumindo todas conseqüências.

Segundo Piaget:

Não é fácil passar um plano de ação para a reflexão, pois supõe "aprender a construir, reconhecer que a reconstrução comporta um processo formativo de tirar, reorganizar, acrescentar significado, e torna-lo compartilhável, criticável e sujeito a controle mutuo". PIAGET (1989 p. 60).

Acredita-se que nestes termos e na visão do educador Lino Macedo, "a prática reflexiva se for bem conduzida pode ser objeto de transformação".

Contudo, uma prática reflexiva se torna de suma importância nesse momento de grandes transformações de mundo globalizado.

Se forem esses os conteúdos que refletem na vida cotidiana que as vezes são destituídos de questionamentos para os quais até a comunidade cientifica com todos os seus avanços não conseguem encontrar uma saída como: para o buraco na camada de ozônio, que está mudando todo o clima do planeta; para Aids, matando milhares de pessoas.

Entretanto, percebe-se que a pratica reflexiva não acontece sozinha, pois "ninguém reflete sozinho", assim cabe a nós professores, criarmos possibilidades coletivas que motivem à reflexão, para buscar alternativas sustentáveis.

Concordo que não resta dúvida que buscamos ao educar a formação do "sujeito máximo", e uma prática coerente e eficaz que contribua para a leitura crítica do mundo.

No entanto, é preciso permitir as conexões da vida com as várias disciplinas, a Matemática do supermercado, que leva o aluno a pensar, a fazer estimativas, a levantar hipóteses, a Geografia da mundialização que alimenta o custo de vida, o consumismo que passa um estilo próprio do capitalismo, a Ciência da escassez dos recursos naturais, do racionamento. Os educadores devem estar sempre atentos para propormos situações em que o aluno tenha de usar seus conhecimentos prévios, sinta-se desafiado, e seja capaz de buscar estratégias para a resolução dos problemas. São as questões próximas que o aluno chega ao global, e nós estaremos proporcionando a ele, o desenvolvimento de diferentes níveis de estratégia para os dois primeiros ciclos do ensino fundamental, garantindo o prazer e a segurança presente e futuro.

Dessa forma, percebe-se que hoje todo o contexto de conhecimento é o próprio mundo. E é contextualizando, mediante questões investigadoras e provocando reflexões acerca das questões atuais, resgatando o passado que vamos compreender melhor o processo histórico-social do qual somos participantes.

Portanto, nota-se que hoje, fala-se em informatizar a escola, mas apenas em dimensões pouco profundas como: controle de notas, ou dos registros ou ainda ensinar velhos conteúdos de forma eletrônica, disfarçando os mecanismos tradicionais.

Entretanto o caminho natural será a prática da pesquisa facilitada pelos novos recursos e analogicamente é preciso criar condições para que nós professores ,nos apropriemos das formas dos referidos recursos informatizados, para gerar novas possibilidades de sua utilização na educação, mesmo sabendo que grandes massas da nossa população estejam excluídas das inovações tecnológicas.

Percebe-se que está aqui o principio para erguermos a nossa prática e construirmos a nossa escola. Uma escola em que a ciência trata das dificuldades que os alunos vivem, que ao estudar a erosão, o exemplo é o terreno próximo de sua casa ou da escola. Vale compreender a percepção de interdependência da não violência administrar conflitos, descobrir o outro como portador de cultura e identidade própria.

Para isso, o aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser são pilares de uma educação pautada na ética na responsabilidade coletiva, no prazer de descobrir, construir e reconstruir conhecimentos.

Paulo Freire afirma:

A leitura do mundo precede a leitura da palavra. O aluno já possui um conhecimento, vamos apenas facilitar o seu desabrochar, instigando, questionando, e mediando o desenvolvimento do pensamento e da cognição em parceria com as demais dimensões humanas. FREIRE, P. (1996 p. 20).

Uma escola aberta para a vida é importante a reflexão, como também o desenvolvimento do olhar sensível. Duas situações que devem andar de mãos dadas.

Acredito que se faz fundamental a sensibilidade do nosso olhar, não apenas para ver, mas sim, para "enxergarmos", que nem todas as histórias de vida, nem todas as condições dos nossos alunos, são generosas em ricas metáforas, ou tão poucos, esbanjam suavidade, afetividade e humanidade.

Miguel Arroyo afirma:

A relação entre educação, barbárie, desumanização, e degradação da infância e adolescência cabem, e como, em uma proposta série de escola pública. Pode encontrar um lugar em nossa sensibilidade de mestres. Fazer da prática educativa, dos tempos e espaços escolares um momento pedagógico de humanização. Ao menos de recuperação da humanidade que lhes é roubada em outros tempos e espaços, daria outro sentido a nossa ação e pensamento educativo. (ARROYO, 2001, P. 243).

Nota-se que precisamos educar os nossos olhares e nos reeducarmos, transcendermos as situações limites nas quais reduzimos o aluno ao estado de coisa, para na nossa caminhada não deixar marcas, excluindo, atrofiando, estigmatizando, tolhendo a criatividade e na nossa insensibilidade não nos colocamos no lugar do outro. E na insensatez contribuir para perpetuar os valores absolutos: individualismo, ambição, competição, aprisionando: afetividade, amorosidade.

Percebe-se que é difícil para alguns professores criar gestos generosos, mas é preciso ceder lugar para cultivar atitudes solidárias, humanizando-se e desenvolvendo-se como ser humano.

O sentido da escola é propor aos insensatos que não são capazes de dar um novo sentido de vida a nossas crianças. Enxergar que por trás de tantas vidas há tantas perdas: sofrimento, miséria, dor, aflição. Quantas mãozinhas calejadas sem destreza para segurar o lápis, quantos olhares pedindo compreensão, atenção, disponibilidade para relações mais humanas.

Portanto tudo isso reflete no ensino e na aprendizagem. Também na escola o aluno encontra respeito pelas suas dificuldades.

Muitas vezes reclamamos que o aluno não aprende, é indisciplinado, tudo para ele se tornar enfadonho.

Alicia Fernandez psicopedagoga nos alerta que, muitas vezes "o não aprender é apenas um sintoma de uma inteligência que se aprisionou" (texto reflexivo). Questiona-se: qual foi o nosso papel? não sabemos quem são essas crianças com as quais trabalhamos e nem a dimensão dos nossos gestos, palavras e do nosso olhar. Será a nossa pratica que não encontrou novos caminhos, porque o ensinar foi apenas um espaço de transmissão de informação, como afirmou o professor Ildeu Moreira Coelho.

Imbuindo aqui várias outras considerações; concepções, distorcidas do educador, dificuldades em se trabalhar os erros dos alunos, entendendo-os como "crime" a não como hipóteses de construção do conhecimento, ou ainda conceber a avaliação como prêmio –castigo (esforço-recompensa), atribuir nota selecionar, marginalizar, domesticar, vários outros rótulos próprios do ensino passivo, repetitivo e alienante.

Sabemos que, a origem de muitos problemas da sala de aula, exige uma nova postura, e será que não é também parte do nosso ofício de educador, buscar nas experiências do outro a cumplicidade de novas aprendizagens promovendo o desenvolvimento do aluno.

É necessário que o Projeto Político Pedagógico da escola que implica a questão da autonomia, mesmo que ela seja um processo lento. A escola deve incluir espaços de formação de professores, para que eles possam aprender novos conhecimentos, discutir com os colegas e refletir sobre sua prática pedagógica, a fim de superar as dificuldades encontradas. Em 1999 o ministro Paulo Renato lançou os "Referenciais para a formação de professores", deixando claro que esta formação se dará pela profissionalização docente através do desenvolvimento de competências que envolvam o cumprimento de competências que envolvam o cumprimento de técnicas, sócias e políticas.

Perrenoud acredita que atualmente há 50 competências importantes para a profissão do educador ele as divide em:

"Dez grandes famílias: organizar e estimular situações aprendizagens; gerar a progressão das aprendizagens; conceber e fazer com os dispositivos de diferenciação evoluam; envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho; trabalhar em equipe; participar da gestão da escola; informar e envolver os pais; utilizar as novas tecnologias; enfrentar os deveres e os dilemas da profissão; gerar sua própria formação contínua" (PERREUNOUD, 2001.p.8-12).

Os dispositivos que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e que oferece remuneração digna ao magistério (Lei 93994/96) revelem idéias contraditórias. Alguns teóricos criticam a visão de competência como retomada do tecnicismo, como também se observa a questão da formação continuada. Na nossa realidade os professores na grande maioria trabalham em dois turnos na escola e estudam no outro turno ou estudam aos finais de semana.

O excesso de atividades a que os professores são submetidos é um dos elementos dificultador para uma reflexão consciente de sua prática, e para a aprendizagem de novos conhecimentos (BASTOS p.02).

O espaço da sala de aula pensando na necessidade de resgatar uma outra história do afeto, da escuta, confiança e trabalho coletivo; ingredientes para superar os problemas da indisciplina dos valores negativos, rompendo com os preceitos que estão dentro de nós e que nos afastam das crianças pobres.

Uma condição especial é favorecer um espaço lúdico, criativo, alegre no cotidiano escolar ou como diria Nelson Carvalho Marcelino: a sala de aula é espaço para o "jogo do saber", sem que isso signifique uma ameaça a autoridade do professor, ou como espaço político ou como espaço político vir apenas exercitar o "jogo do poder".

O verdadeiro educador está junto das crianças para abrir-lhe os horizontes, para ajuda-las a verem as contradições que possam existir em suas opiniões para colocar-lhes questões (...). para dialogar com elas, numa posição respeitosa e franca (NIDELCOFF, 1995, p. 25).

Por isso, acredita-se que faça parte do nosso ofício buscar, traduzir e fazer presente no cotidiano dos nossos alunos a crença na importância de sermos livres para voar, sonhar, contudo, sem perder o elo comprometido e critico com a realidade que nos cerca.

Portanto, nós, professores, podemos e devemos estabelecer limites para comportamentos inadequados, pois é muito grande a influência dos valores e comportamentos da família.

Acredita-se que é preciso demonstrar firmeza e consciência na definição de limites diante de atos inadequados, como também, é preciso ter compreensão, discrição e flexibilidade no trato individual dos alunos envolvidos nos problemas para que eles não sejam rotulados e discriminados na escola.

Sem dúvida é importante preservar a sua auto-estima, explicando-lhes que não estão na idade de ter relações sexuais e que elas não devem ser mantidas em público.

A nossa tarefa é muito delicada, mas de forma afetuosa e interdisciplinar podemos transmitir novas idéias. Ao trabalharmos a sexualidade, com respeito, num clima de confiança mútua, os alunos se conscientizarão dos efeitos de suas ações.

Reafirmo que todos nós professores precisamos continuar sensíveis diante dos assuntos que envolvem nossos alunos.

Recordo-me, de Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia: ensinar exige liberdade e autoridade."Nossa

Comentários


Páginas relacionadas