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Filosofia da Educação

Autor:
Instituição: Fadivale
Tema: Resumo do Capítulo 4 do Livro

RESUMO - CAPÍTULO 4, LIVRO FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO, DE MARIA LÚCIA DE ARRUDA ARANHA


1 CAPÍTULO 4, LIVRO FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

1.1 AS DIVERSAS ABORDAGENS DO REAL

Dependendo das circunstancias, necessidades e culturas pelo qual vive o indivíduo, haverá vários modos dele se ingressar no mundo, como: o mito, a religião, a arte, o senso comum, a ciência, a filosofia.

1.1.1 O Mito

A mitologia varia histórica e culturalmente de sociedade. Antigamente, o mito dominava as idéias, era uma forma compreensiva intuitiva da realidade e o agir dos homens, pairava o sobrenatural. O mito é a crença nos deuses e rituais, insere nas atividades técnicas, nas relações humanas e artísticas. Porem, este poder antes obtido diminuiu com a vinda da escrita e o contato dos povos.

1.1.2 O conhecimento espontâneo

O conhecimento espontâneo é uma compreensão tida pelo homem através da vivencia e experiência. Cita Maria Lúcia de Arruda Aranha,

"... quando o homem tematiza essa experiência, ele o faz inicialmente de uma maneira pouco organizada (de forma ametódica e assistemática), do modo que o conhecimento que daí deriva é fragmentário, muitas vezes subjetivo e sujeito a generalizações apressadas". (p. 38; 1989)

O conjunto das experiências pessoais não pode ser separado de um contexto superior referente à cultura estabelecida pelo grupo, onde cada ser determina suas relações de modo espontâneo desde cedo – senso comum.

1.1.3 O conhecimento científico

É uma conquista atual da humanidade. Desde a.C., na Grécia, os homens utilizam "um conhecimento que se distinga do mito e do saber comum – (p.39)", diz Maria Lúcia de Arruda Aranha.

1.2 O QUE É FILOSOFIA

1.2.1 A origem da filosofia

A filosofia surgiu na Grécia, no século VI a.C., porem, não há os escritos dos primeiros filósofos, pois, desapareceram com o tempo. Ela almejava ultrapassar as interpretações míticas, rejeitando o sobrenatural e a influência dos agentes divinos no esclarecimento dos fenômenos da natureza. Surge, assim, como um pensamento abstrato e positivista, procurando a coerência interna, a definição de conceitos, discussão e debate.

1.2.2 Filosofia e ciências

A filosofia, após o século XVII, vai se desconstituindo, elevando assim, os métodos das ciências particulares, como por exemplo: a sociologia, biologia, psicologia, etc – delimitando um campo especifico de pesquisa, ocorrendo à fragmentação do saber, cada ciência desta passa a ter um objeto de estudo.

A visão filosófica é de conjunto, o problema é tratado sempre de forma geral. É a única capaz de realizar uma reflexão critica e global sobre o saber e a prática do homem.

1.2.3 O processo do filosofar

A filosofia se baseia na historia e nas necessidades da humanidade.

Filosofar espontaneamente é o mesmo que filosofia de vida, quer dizer, é o modo pelo quais tomadas certas atitudes para nos satisfazer momentaneamente ou espontânea, para isto, precisamos refletir.

1.2.4 A importância da filosofia

Por vivermos num mundo pratico, de interesses imediatos, achamos muitas vezes, que a filosofia e algo desnecessário, por ser tão explicativa.

Maria Lucia de Arruda Aranha, diz:

"É a filosofia que permite o distanciamento para a avaliação dos fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam, levantando, conseqüentemente, o problema dos valores. É a filosofia que reúne o pensamento fragmentado da ciência e o reconstrói na sua unidade".

Filosofia é um método de descobrir a verdade, e para isso basta coragem e aceitar o desafio da mudança, sem medo, não é um aprendizado meramente intelectual.

1.3 A FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

Para Maria Lúcia de Arruda aranha,

"Todos os povos tem uma educação, pela qual transmitem a cultura, seja de maneira informal ou por meio de instituições. De qualquer forma, não é sempre que o homem reflete especificamente sobre o ato de educar". (p. 43)

A educação é passada espontaneamente, a partir do senso comum, repetindo costumes que são transmitidos de gerações entre as famílias.

A filosofia é uma reflexão radical, rigorosa e de conjunto, diante dos problemas propostos pelo nosso existir, é inevitável que entre esses problemas estejam os referentes à educação. Assim, o papel do filosofo é fazer o acompanhamento reflexivo e critico a ação pedagógica, promovendo a educação assistemática para a sistematizada.

A função de interdisciplinaridade é realidade pela filosofia e também a preponderância de uma determinada ciência na analise dos fenômenos pedagógicos.

"A filosofia da educação é necessária para denunciar as formas ideológicas que utilizam a educação como instrumento de dominação". (p. 44)

1.4 A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

É necessária a reflexão da historia da educação para entendemos a mesma. Afinal, o hoje só pode ser compreendido e modificado a partir das análises das experiências já vividas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 1989.

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