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Relatório das Observações:Das Atividades de Coordenação e Direção

Autor:
Instituição: Universidade Estadual do Maranhão
Tema: Gestão Educacional
Relatório das Observações: Atividades de Coordenação e Direção
Universidade Estadual do Piauí – UESPI
2006




Sumário

Introdução

Referencial teórico

Relatório das observações

Referencias bibliográfica

Anexos


Introdução

Com o objetivo de conhecer a realidade da prática pedagógica nas séries iniciais do ensino fundamental, e utilizando-nos dos conhecimentos teórico-práticos adquiridos ao longo do nosso curso de graduação, realizamos o estágio supervisionado na Unidade Escolar “Joel Mendes”, estando a mesma situada à rua Simplício Mendes, s/n, Centro, Teresina – PI, sendo o mesmo realizado na 1ª serie do Ensino Fundamental.
O presente relatório tem como objetivo registrar as atividades realizadas na instituição, bem como registrar as observações feitas durante o estágio, salientando a dinâmica da escola, onde estão incluídos: horários de entrada, saída e recreio; administração, coordenação, docente e discente; aspectos físicos e organizacionais da escola, a dinâmica de sala de aula e o planejamento escolar.


Referencial Teórico

De acordo com Libâneo (2001) direção é por em ação de forma integrada e articulada todos os elementos do processo organizacional, sendo a coordenação um de seus aspectos, significando a união de esforços mútuos pelos mesmos objetivos.

São fatores que interferem no exercício de direção e coordenação: a autoridade, responsabilidade, decisão, disciplina e iniciativa. Em muitas escolas tem diferenciado os papeis de coordenador pedagógico e diretor, o que nos deixa realmente intrigados quanto à delimitação das atividades de um e de outro, porem percebemos que em muitas escolas há uma dissociação e desarticulação das atividades desenvolvidas por ambos, quanto a isso Libâneo (2001) afirma que ambos precisam reconhecer o caráter interativo de seu trabalho, para melhor ilustrar o autor nos trás duas listas de atribuições especificas de cada uma dessas funções; ao diretor cabe:

1.Supervisionar e responder por todas as atividades administrativas e pedagógicas da escola;
2.Assegurar as condições e meios de manutenção de um ambiente de trabalho favorável;
3.Promover a integração e a articulação da escola com a comunidade próxima;
4.Organizar e coordenar as atividades de planejamento e do projeto pedagógico-curricular;
5.Conhecer a legislação educacional e de ensino, as normas emitidas pelos órgãos competentes, assegurando seu cumprimento;
6.Garantir a ampliação das diretrizes de funcionamento da instituição e das normas disciplinares;
7.Conferir e assinar documentos escolares;
8.Supervisionar a avaliação da produtividade da escola em seu conjunto;
9.Buscar todos os meios e condições que favoreçam a atividade de profissional dos pedagogos especialistas, dos professores, dos funcionários e etc;
10.Supervisionar e responsabilizar-se pela organização financeira e controle das despesas da escola.

A principal atribuição do coordenador pedagógico é a assistência pedagógico-didática aos professores, mas destacam-se também:

1.Acompanhamento de sala de aula, visando níveis satisfatórios de qualidade cognitiva e operativa no processo;
2.Supervisionar a elaboração de diagnósticos e projetos para a elaboração do projeto pedagógico-curricular da escola, entre outros;
3.Propor discussão junto ao corpo docente sobre os projetos;
4.Orientar a organização curricular e o desenvolvimento do currículo;
5.Prestar assistência pedagógico-didática direta aos professores, acompanhar e supervisionar as atividades;
6.Coordenar reuniões pedagógicas, visando a transdiciplinaridade e interdiciplinaridade;
7.Organizar as turmas de alunos;
8.Propor e coordenar atividades de formação continuada;
9.Elaborar e executar programas e atividades com a comunidade principalmente cientifico-cultural;
10.Acompanhar o processo de avaliação da aprendizagem;
11.Cuidar da avaliação processual do corpo docente;
12.Acompanhar e avaliar o desenvolvimento do plano pedagógico-curricular.

Ainda de acordo com Libâneo (2001), as funções de direção, coordenação e docência são distintas e não precisam necessariamente coincidir, sendo necessárias formações especificas.

Heloísa Lück destaca em seu artigo sobre as perspectivas de gestão escolar e implicações à formação de seus leitores, a seguinte estrutura:





Relatório das observações

O presente trabalho foi realizado na Unidade Escolar Joel Mendes, estando à mesma localizada á Rua Simplício Mendes, s/n, bairro – Centro na cidade de Teresina; a mesma pertence à rede publica estadual de ensino. A mesma pertence à rede pública estadual de ensino, funcionando com o ensino fundamental de 1ª a 8ª series; o mesmo dividiu-se em observação, coleta e analise de dados.

Quanto à estrutura física a escola apresenta-se da seguinte forma:

•09 salas de aula
•01 sala de leitura
•04 banheiros (02 para alunos e 02 para professores)
•01 sala para professores
•01 secretária
•01 diretoria
•01 pátio amplo
•01 quadra de esportes
•01 cantina
•01 dispensa

A escola dispõe de 69 funcionários, dentre estes 56 professores, 02 diretores, 02 secretarias, 01 orientador, 02 coordenadores, 03 vigias e 03 zeladores. Funcionam nos três turnos, com ensino fundamental de 1ª a 4ª série pela manhã, de 5ª á 8ª série à tarde. No turno da manhã a escola conta com mais ou menos 300 alunos.

O corpo discente é formado em sua maioria por crianças dos bairros adjacentes, pertencentes à classe pobre, sendo os mesmos advindos em 90% da Unidade Escolar João Costa, a qual foi extinta no inicio do ano de 2005.

Realizamos entrevistas com a Supervisora Pedagógica e com o Diretor da escola, para saber como são desenvolvidas as atividades de direção e coordenação de acordo com os relatos da coordenadora da escola, sua principal função é de cooperar com o bom funcionamento da escola, para isso procura observar e ajudar professores e alunos no seu desenvolvimento; propõe atividades de integração entre os professores e alunos, desenvolve corretamente as atividades diárias da escola, procura orientar sempre que preciso os professores, e busca sempre fazer reuniões com os pais para tentar melhorar o rendimento dos alunos e procurar as causas de certos problemas de aprendizagem por eles apresentados.

A diretora da escola relatou que desempenha suas funções de administradora e colaboradora de forma conjunta com os demais funcionários da escola, participou da elaboração do PDE, procura desenvolver as metas nele estabelecidas, procura investir os recursos recebidos nas necessidades mais urgentes da escola, faz a prestação de contas mensalmente de acordo com os gastos e recebimentos e procura observar sempre o andamento das atividades da escola, para que possa tomar as providencias cabíveis em beneficio do desenvolvimento das mesmas, sempre procura trabalhar com o coletivo, sugere atividades de integração e lazer para as crianças e sempre que possível propõe atividades envolvendo professores.

O plano de desenvolvimento da escola não se encontrava na mesma, ou pelo menos durante nossas observações o mesmo não foi disponibilizado para nossa apreciação e analise, porém tivemos acesso à proposta pedagógica e ao regimento interno, os quais nos analisamos e discorreremos a seguir.

Os pontos críticos analisados encontram-se tanto na estrutura física como organizacional, entre os quais destacamos as péssimas condições higiênicas da escola, a mesma tem seu espaço físico, mal conservado e praticamente depredado, onde encontramos espalhados pelo pátio carteiras quebradas, lixo espalhado pelos corredores que cercam a escola acumulados em grandes quantidades, na escola há ausência de lixeiros em todos os ambientes, desde sala de aula á sala dos professores, as salas tem o piso extremamente sujo, as instalações elétricas e sanitárias são bastante precárias, além da má iluminação e distribuição das salas. Outro aspecto crítico da escola é a desarticulação entre professores, supervisão e direção, onde cada um desempenha o seu trabalho quase que de maneira independente, o planejamento conta com a participação de professores e coordenação, porém observa-se que é uma atividade sem mais implicações para o processo educativo, uma vez que os próprios participantes admitem que na prática não realizam o
que ali esta proposto, percebemos ainda que embora haja um interesse por parte de alguns, o fato de a direção não agir de forma articulada com todos os funcionários dificulta a realização das atividades, o que torna a escola ineficaz quanto a seu papel de agente formadora de indivíduos críticos e cidadãos atuantes na sociedade; no geral pode-se dizer que as atividades de coordenação e direção apresentam pontos críticos uma vez que são desenvolvidas de forma assistemática e sem o rigor técnico exigido das mesmas, de forma desarticulada e sem maiores objetivos e proporções.

Pode-se observar que a escola ainda encontra-se com problemas administrativos por conta da recente mudança de gestores, mas constatamos que a nova administração esta tentando implantar na escola um modelo de gestão democrática, pois percebemos não só em seus relatos, mas na própria prática observada, que há um favorecimento à participação da comunidade escolar nas atividades desenvolvidas na escola, como por exemplo, a reativação do Conselho Escolar e a criação do grêmio estudantil; os acontecimentos são repassados à comunidade por meio de comunicados, onde assim cada participante da escola pode está informado do que acontece, o Conselho Escolar está bem mais atuante este ano, segundo a direção e alguns professores entrevistados, o mesmo encontra-se presente em todas as tomadas de decisões. Entretanto vale ressaltar que a proposta pedagógica aponta para uma gestão democrática, mas encontramos ainda na mesma, um relato contraditório à democracia, sendo esta elaborada sem a participação de pais e alunos, fator
este justificado como falta de interesse destes componentes em participar, sendo também destacado na proposta como fator de inviabilidade do processo democrático e de desenvolvimento do processo educativo a falta de participação dos pais nas atividades e tomadas de decisão da escola.

De acordo com o Regimento Interno da Escola o Conselho Escolar tem como presidente o próprio diretor da escola e os demais membros são escolhidos democraticamente por meio de eleição, entre os quais 3 professores, 01 especialista, 03 pais e 03 alunos, o Conselho é uma instituição da escola e define-se como um grupo constituído por representantes dos professores, especialistas em educação, funcionários administrativos, pais, alunos e membros da comunidade, além do diretor, o qual se reúne para propor medidas e soluções, bem como para tomar decisões.

Sendo assim pode-se dizer que os princípios que nortearam a elaboração do Regimento Interno foram democráticos, uma vez que este permite e enfatiza a participação dos segmentos diversos presentes na escola, valorizando a participação, ainda que esta seja por meio de “representatividade”. Segundo a diretora da escola, o conselho participa das definições orçamentárias da escola, tomando decisões a partir de consensos em reuniões periódicas. As parcerias desenvolvidas pela escola não foram muito bem especificadas, porém o que podemos perceber é que a maior parceria que a escola desenvolve a qual necessita sempre de serviços é da Secretaria de Educação, a mesma oferece serviços de capacitação de professores, acompanhamento de alunos com necessidades especiais e outros.

Os conflitos ocorridos no dia-a-dia da escola são solucionados, dependendo da gravidade, entre os próprios envolvidos no conflito e a coordenação pedagógica, os casos mais extremos podem ser levados aos pais e até mesmo ao Conselho para que sejam tomadas as providencias cabíveis e que não prejudiquem o desenvolvimento das demais atividades e nem mesmo a vida escolar do aluno.

Com relação aos programas de repasse financeiro à escola o PDDE e a merenda escolar são os únicos que a escola possui vinculo, sendo o livro didático também o único material proveniente de programas federais de incentivo à educação, o qual encontra-se disponível de forma a suprir as necessidades existentes.

Observando-se a dimensão de acesso e sucesso da escola, podemos constatar que a mesma apresenta uma proposta pedagógica escrita, a mesma é conhecida por toda a comunidade, foi elaborada no ano de 2002 (dois mil e dois), sob a gestão de Maria do Rosario Borges de Carvalho e José Pereira Sobrinho, então diretores da instituição. Participaram da elaboração da mesma professores, diretores e funcionários, pais e alunos não participaram, de acordo com a própria Proposta, os mesmos foram convocados, porém não compareceram. Um dos desafios a ser superado pela escola de acordo com a proposta pedagógica é o índice de reprovação, outro é o trabalho com práticas pedagógicas inovadoras que encaminhem o aluno a pensar e se tornar sujeito da sua própria aprendizagem a fim de reverter esse quadro. A proposta pedagógica caracteriza-se pela flexibilidade explicita, é pautada nos princípios construtivistas da educação, considera as disposições da Lei 9394/96 definindo o papel da escola como lócus de desenvolvimento integral do
aluno, de modo a permitir a este, ultrapassar seus limites e contribuir para a construção social de forma consciente, e o papel do professor de moderador do processo.

Os objetivos são claros e foram neste período de tempo compreendido entre o ano de 2002 e 2006 em parte atingidos e muitos ainda estão fazendo parte do cotidiano da escola, as metas foram em sua maioria atingidas, dentre as não atingidas estão estas:

•Cobrir a área livre da escola;
•Adquirir uma maquina de estêncil a tinta;
•Detetizar a escola.

A escola possui um Regimento Interno que data do mesmo ano da proposta pedagógica, o mesmo contém 06 (seis) títulos, nos quais dispõe-se sobre a caracterização e os objetivos da escola, a organização didática, a organização técnico-pedagógica, as instituições escolares, a organização pedagógica e regime escolar, o regime disciplinar e por fim as disposições gerais e transitórias.

Ainda de acordo com o Regimento Interno são atribuições do Diretor:

•Administrar os bens do erário público preservando a estrutura física e moral da escola;
•Planejar atividades de ensino e da administração da escola;
•Distribuir funções, atribuir responsabilidades e delegar poderes;
•Assinar toda documentação da escola bem como criar um clima de harmonia e respeito ante os membros da escola e comunidade.


Ao supervisor pedagógico cabe:

•Promover a integração entre as atividades, áreas de estudo e disciplinas que compõe o currículo, bem como a melhoria da aprendizagem, utilizando técnicas adequadas;
•Orientar o trabalho pedagógico das modalidades de ensino oferecidas pela escola;
•Acompanhar o desenvolvimento da programação das modalidades de ensino oferecidas pela escola;
•Acompanhar o desenvolvimento da programação com os professores verificando a adequação dos conteúdos, na metodologia do ensino, das técnicas aplicadas, visando à melhoria da aprendizagem;
•Coordenar o planejamento, execução e avaliação do trabalho docente.

Outra instituição presente no Regimento Interno é o grêmio estudantil, o qual tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do educando através de atividades institucionais e culturais e é composto por um grupo de alunos que se reúne com uma finalidade determinada. Este assim como o conselho escolar passou a existir efetivamente este ano, pois em anos anteriores não existiu mobilização estudantil em prol do surgimento do grêmio e o Conselho existente não atuava.

Uma das dificuldades encontradas atualmente é o repasse de recursos, pois o mesmo esta inviabilizado pela questão da direção que ainda não assumiram efetivamente. Entre os professores somente cinco não apresentam formação superior. O ambiente escolar é bem acolhedor, professores e alunos desenvolvem relações amigáveis, os funcionários relacionam-se bem na medida do possível, havendo conflitos casuais entre os mesmos, mas sem maiores proporções. Professores desenvolvem seu trabalho de forma isolada, porém percebemos que alguns tentam desenvolver um trabalho conjunto, os planejamentos ocorrem regularmente e eventualmente ocorre o planejamento escolar, envolvendo supervisores e corpo docente.

Atualmente tem-se implantado na escola uma nova política administrativa, devido a esta se pode perceber muitas mudanças no ambiente escolar, tanto nos aspectos físicos como nos aspectos organizacionais, como por exemplo, ampliação das salas de aula, criação da sala de vídeo e leitura, reativação do Conselho Escolar, criação do Grêmio Estudantil, instituição de lideres de turma, alem de propor um melhor gerenciamento dos recursos e promover a participação efetiva dos pais.

Durante nossas observações participamos do planejamento da escola, o qual foi realizado dia 08/05/2006, desenvolvendo-se dentro da seguinte proposta:

•Leitura de um texto reflexivo;
•Dinâmica de apresentação dos participantes;
•Apresentação do calendário de avaliações dos meses de junho e julho;
•Abertura para argumentação a cerca das avaliações;
•Discussão sobre a reunião de pais e mestres;
•Discussão sobre o tema: o que fazer com os alunos que não sabem ler?

De acordo com nossas observações, a coordenação da escola mostrou-se não somente preocupada com a questão dos alunos que ainda não conseguem ler, mas também se mostrou solidária no sentido de ajudar a solucionar o problema, propondo-se a ministrar aulas de reforço no turno da tarde, para alfabetizar estes alunos; foi proposto também pela mesma à dinamização do processo ensino-aprendizagem através da metodologia dos projetos didáticos, propôs-se ainda a reativação da sala de leitura por meio de um projeto que englobasse todas as series e turmas desenvolvendo nos alunos o prazer pela leitura, bem como os incentivando ao aprendizado da mesma, e aquisição dos mecanismos de escrita.

Nos propomos também enquanto participantes do processo, a realizar atividades de apoio pedagógico, elaboramos dois projetos para a escola: uma oficina de leitura a ser realizada na sala de leitura (cópia em anexo) e um projeto a ser realizado durante o recreio (cópia em anexo) como forma de envolver mais as crianças no processo de ensino-aprendizagem. Os mesmos foram analisados pela coordenadora da escola que concluiu que os mesmos não poderiam ser aproveitados pela escola em virtude de ser um processo que necessitaria de continuidade e o tempo de estagio era pouco sugerimos, no entanto que o mesmo fosse aproveitado pelas professoras da sala de leitura, porém não obtivemos êxito. As reuniões entre pais e professores foram realizadas no horário da tarde e não pudemos participar, porém procuramos nos inteirar sobre a pauta e sobre os resultados obtidos, segundo a coordenadora a reunião não obteve uma freqüência considerável de pais, e a pauta era o rendimento dos alunos e como os pais poderiam ajudar no desenvo
lvimento da aprendizagem dos mesmos, o cronograma de reuniões encontra-se no quadro abaixo:

Data    Convocados

Dia 24/05/06    Professores e pais de alunos de 1ª série

Dia 25/05/06    Professores e pais de alunos de 2ª série

Dia 26/05/06    Professores e pais de alunos de 3ª e 4ª séries.

De acordo com a maioria dos professores as reuniões são ineficazes do ponto de vista de que os pais vêm à reunião geralmente são os pais de alunos que não apresentam problemas de aprendizagem, são os que mais comparecem à escola, porém os pais dos alunos com problemas de indisciplina e aprendizagem raramente comparecem às reuniões e quando comparecem não oferecem nenhum apoio ao trabalho docente, não acompanhando o rendimento do aluno, não observando suas atividades e nem os auxiliando nas atividades para casa.


Dentre as atividades realizadas por nós destacamos:

•Preenchimento de fichas de matricula dos alunos;
•Organização do espaço de sala de leitura e sala de professores;
•Confecção de recursos para sala de leitura;
•Confecção de murais para a sala dos professores e sala de leitura;
•Preenchimento das fichas do PNLD;
•Organização das fichas de notas dos alunos do EJA;
•Observação das cadernetas dos professores;
•Digitação de documentos da escola (ofício, fichas, memorandos);
•Auxilio a alunos com problemas em sala de aula ( atendimento individualizado a alunos indisciplinados, por meio de conversa, atividades extras);

Gostaríamos de destacar que o período de observação foi bastante proveitoso, estivemos em contato com problemas de gestão e coordenação, porem não realizamos muito por falta de oportunidade, é bem verdade que havia muito que se fazer na escola, e o que constatamos é que a velha cultura de que a escola “pertence a quem a dirige” impossibilitou o desenvolvimento do nosso trabalho, sabemos, é bem verdade, que a escola publica pertence à sociedade, mas ainda temos a cultura de temer tomar posse da maquina publica, ainda há em nós o receio de exercer nossos direitos em relação á esfera publica, pois a escola publica, é nossa, como estagiários e até mesmo como sociedade civil podemos interferir em sua rotina, mesmo que de forma indireta, mesmo que por meio de sugestões, colaborando como “amigos da escola”, deixamos a desejar por que quando encontramos empecilhos para a realização de nossos trabalhos, não questionamos veementemente, apenas deixamos pra lá, e concordo que é o faz de conta que faz com que a escola pub
lica hoje não obtenha um nível de qualidade melhor.

A falta de articulação e comunicação entre estagiarias e coordenação inviabilizou uma melhor execução do estagio, poderíamos entre tanto destacar áreas que observamos, como por exemplo, o controle de merenda escolar, as fichas de prestação de contas feitas pela gestão que tem que ser apresentadas todos os meses para um técnico da secretaria de educação, observamos que a escola apresenta problemas administrativos oriundos da administração passada, por exemplo, a escola encontra-se com debito em três fornecedores de material de expediente e de merenda escolar, o qual estende-se por mais de 6 meses, a evasão constante de alunos no turno da tarde, a mudança de turno de funcionários, a solicitação de férias para funcionários, o controle de presença dos professores e demais funcionários, corte de ponto, controle, distribuição e solicitação de vale transporte à Secretaria de Educação; consulta de planilhas de preço para realização de compra de materiais; observação e confecção de planilha de custos das reformas real
izadas na escola, divisão das atividades a serem realizadas pelo pessoal administrativo da escola, distribuição de hora aula de professores, lotação de professores, distribuição de plantões entre funcionários (agentes de portaria); critérios de seleção para alunos da classe de portadores de necessidades especiais, critérios de avaliação da qualidade do processo de ensino, orientação aos professores quanto ao uso dos recursos audiovisuais, no sentido de incentivá-los a dinamizar o processo ensino aprendizagem, sondagem das necessidades dos professores quanto a recursos, e etc, poderiam ser discutidas e trabalhadas em conjunto conosco de modo que pudéssemos encontrar possíveis soluções, formular projetos e realizar ações concretas para otimizar a dinâmica da escola.

Em termos de conclusão podemos dizer que a realização deste estagio contribuiu para nossa formação, principalmente no sentido de nos fazer refletir sobre a importância da práxis, pois a teoria e a pratica são, ou pelo menos deveriam ser indissociáveis, interdependentes na construção de um trabalho eficiente,sólido e de qualidade.


Referencial Bibliográfico

BASTOS João Batista e outros. Gestão democrática. 3ª ed. Rio de Janeiro: DP & A, 2002.

BAHIA,Secretaria do Estado da Educação. Gerenciando a escola eficaz: conceitos e instrumentos, Salvador: Secretaria do Estado da Educação,2000.

LIBANEO,José Carlos. O sistema de organização e gestão da escola. In: Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. Goiânia, Alternativa,2001.

FERREIRA, Naura S. C. (org.) Gestão democrática da Educação: atuais tendências, novos desafios. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.

FERREIRA, Naura S. C. Gestão da Educação: Impasses, Perspectivas e Compromissos. 4ª ed. São Paulo:Cortez,2004.


Oficina de Leitura

Caracterização:

Nome da instituição: Unidade Escolar Joel Mendes

Tema: Lendo, Fazendo e Aprendendo.

Clientela: alunos do Ens. Fundamental de 1ª à 4ª série

Período: junho


Apresentação

Com o objetivo de desenvolver no aluno o gosto pela leitura, visando a formação e o aperfeiçoamento do habito de ler, nos propomos à realização desta oficina.

A mesma atenderá a uma clientela de alunos de 1ª á 4ª série do ensino fundamental da Unidade Escolar Joel Mendes, trabalhando diversificadamente com cada turma de acordo com a série, as atividades serão realizadas de forma individualizada com cada turma, culminando com uma feira de leitura para a socialização dos trabalhos produzidos pelos alunos ao longo da oficina.


Justificativa

De acordo com nossas observações e com os relatos dos professores, os alunos de 1ª a 4ª série do ensino fundamental,em sua maioria apresentam dificuldades na leitura e na escrita, surgindo assim um problema que requer nossa atenção no sentido de buscar possíveis soluções.

Dentro deste contexto destaca-se a necessidade de dinamização do processo de aquisição dos mecanismos de leitura e escrita, nesta perspectiva ressalta-se a importância desta oficina, uma vez que a mesma possibilitará essa dinamização, viabilizando de forma efetiva não só a aquisição dos mecanismos de leitura e escrita como também o desenvolvimento do habito e do prazer pela leitura.


Objetivos

Objetivo Geral

•Desenvolver o gosto pela leitura visando à formação e o aperfeiçoamento do habito de ler.


Objetivos Específicos

•Proporcionar ao aluno o contato com o maior número possível de textos, para que ele possa ter exemplos (subsídios) para produzir novos textos;
•Incentivar a pesquisa,leitura e produção de textos;
•Favorecer a discussão das idéias apreendidas nas leituras realizadas;
•Explorar a criatividade do aluno,mediante a vivencia do universo da leitura.


Metodologia

1ª Série

•Coleta de rótulos variados;
•Exploração do material coletado;
•Leitura e comparação de informações;
•Confecção de painel;
•Separação dos rótulos por categorias (alimentos,material de limpeza,etc.);
•Confecção de rótulos variados;
•Apresentação de painel e dos rótulos produzidos.

2ª Série

•Pesquisa e seleção de revistas em quadrinhos;
•Leituras individuais e coletivas;
•Realização de rodas de leitura e exposição das idéias;
•Produção de pequenos textos sobre o assunto das revistas lidas;
•Confecção de uma revista em quadrinhos;
•Exploração das idéias e dos elementos da revista (capa titulo, autor,personagens);
•Exposição das revistas produzidas.

3ª Série

•Seleção de livros infantis;
•Leituras coletivas;
•Exploração dos livros lidos( idéias,biografia do autor, relação título-assunto,etc.);
•Comparação de idéias e debate sobre os livros lidos pelos grupos;
•Produção de textos utilizando elementos dos livros lidos (personagens, título, assunto,etc.);
•Divisão da turma em dois grandes grupos, cada grupo deverá dramatizar uma historia de um livro estudado pela turma.

4ª Série

•Coleta de jornais e revistas variadas;
•Leitura de textos informativos;
•Separação de jornais e revistas por categoria;
•Debates sobre assuntos de matérias dos jornais ou revistas pesquisados e lidos em sala;
•Confecção do mural informativo;
•Observação do ambiente escolar para elaboração de textos informativos sobre o mesmo;
•Leitura compartilhada dos textos produzidos em sala;
•Pesquisa de informações para atualização do mural;
•Produção coletiva de uma revista sobre a escola;
•Apresentação das matérias contidas na revista e exposição da mesma;


Avaliação

A avaliação será baseada na observação continua do desenvolvimentos do aluno,sua participação e envolvimento nas atividades propostas,sendo de caráter formativo e processual. A oficina poderá ser avaliada a partir dos resultados obtidos pelos alunos.


Recursos

•Livros de historias infantis;
•Revistas em quadrinho;
•Jornais e revistas variadas;
•Rótulos de embalagens diversas;
•Cartolina;
•Papel madeira;
•Cola;
•Lápis e borracha;
•Tesoura;
•Coleção;
•Quadro;
•Folhas de papel;
•Grampeador;
•Pinceis;
•Fita adesiva;
•Embalagens.


Projeto: “Brincando Eu Também Aprendo”


I – Caracterização

Local: Unidade Escolar Joel Mendes

Tema: Brincando eu também aprendo

Clientela: alunos de 1ª a 4ª série do Ens. Fundamental

Período: maio e junho de 2006.


II- Apresentação

Diante da necessidade de proporcionar aos educandos atividades ocupacionais úteis no momento do recreio e transformá-los em agentes de seu próprio conhecimento propomos atividades lúdicas variadas que propiciem momentos de descontração e lazer.


III- Justificativa:

Recreio: momento de rebeldia ou de divertimento?

Observamos que o momento do recreio ao invés de ser um momento de lazer e descontração,tornou-se escola um momento de bagunça e desordem, onde os alunos agridem os colegas e manifestam atitudes de indisciplina e falta de respeito.

Sabemos que nossos alunos necessitam de uma maior integração e confiança entre si e com a coordenação e direção do colégio,sendo, portanto necessário propiciar a eles estes momentos.


IV-Objetivos:

•Promover a integração dos alunos mediante a apresentação de um ambiente atrativo ao desenvolvimento de atividades lúdicas e de descontração;
•Incentivar o desenvolvimento de atividades saudáveis como forma de socialização;
•Estimular o espírito coletivo e o respeito mútuo durante o desenvolvimento das atividades.


V- Desenvolvimento

Organização das atividades –

Segunda-feira

O DVD será colocado no pátio para que os alunos assistam aos vídeo-clipes, sendo incentivados pela pessoa responsável pela observação do dia a dançarem e representarem as coreografias assistidas.

Terça-feira

Serão distribuídas cordas e bolas às crianças para que desenvolvam atividades espontaneamente, sendo, porém acordado com as mesmas que ao final do recreio os materiais serão devolvidos em perfeitas condições.

Quarta-feira

Jogos coletivos com formação de torcida organizada, usando como estímulo para as crianças se organizarem, o sistema de rodízios, onde vários grupos podem participar.

Quinta-feira

Atividades com aparelho de som, competição de coreografia, cada turma se apresenta com uma coreografia diferente da mesma música, sendo improvisada na hora e os colegas irão julgar quem dançou melhor. A turma campeã escolhe as atividades do recreio de sexta-feira.

Sexta-feira

Atividades livres, organizadas e sugeridas pela turma campeã das atividades do dia anterior.


VI- Recursos

Aparelho de tv;
Aparelho de dvd;
Aparelho de som;
Cordas; Bolas; Dvds,cds ou fitas de vídeo.


VII-Sintese

As atividades serão desenvolvidas a princípio em caráter experimental na hora do recreio coordenado por uma professora voluntária ou pelo pessoal de apoio da escola, até que o mesmo torne-se uma rotina agradável ao aluno e eles tornem-se independentes e responsáveis pelas atividades, dispensando assim a presença de um orientador.


VIII-Avaliação do Projeto

O projeto poderá ser avaliado mediante a observação de sua exeqüibilidade, analisando-se a obtenção dos resultados objetivados.


Questionário

1.O que você entende por gestão democrática da escola?
2.Você considera a gestão desta escola democrática?
3.Você participa da gestão de sua escola? Como?
4.Na sua opinião que fatores interferem no desenvolvimento da gestão democrática?
5.Que sugestões você daria para a viabilização deste modelo de gestão?




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