Amigo Nerd.net

Abuso de Drogas

Autor:
Instituição: Estácio de Sá
Tema: Drogas

ABUSO DE DROGAS E SEUS EFEITOS


Parte 1

introdução

1.1. Droga

É toda substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE).

1.2. Droga de Abuso

É qualquer substância ou preparação, de uso médico ou não, usada primariamente pelos seus efeitos prazerosos, exóticos ou estimulantes. O abuso de drogas ocorre quando o indivíduo usa repetidamente uma determinada substância, apesar de saber do seu problema social, de trabalho ou de saúde causados pela mesma.

TIPOS DE DROGAS DE ABUSO:

a) QUANTO À AÇÃO:

As drogas que têm ação sobre as funções psíquicas do SNC agem ao nível dos neurotransmissores, algumas dessas drogas podem interferir nas suas sínteses e outras no armazenamento, e outras interferem nos mecanismos de recaptação ou destruição dos neurotransmissores. Existem drogas que atuam ao nível dos receptores neurotransmissores localizados na membrana do neurônio seguinte. Dessa forma, insônia, inapetência, tranqüilização e irritabilidade interagem com os neurotransmissores estimulando certas áreas cerebrais e inibindo outras, alterando a interação entre neurônios.

Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples. Diferentes tipos de células secretam diferentes neurotransmisores. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas, mas muito específicas do cérebro e podem ter efeitos diferentes dependendo do local de ativação.

b) QUANTO À ORIGEM:

c) QUANTO AOS EFEITOS

c.1. DROGAS ESTIMULANTES

São aquelas em que a pessoa fica alerta, atenta, dando aos usuários a impressão de serem mais fortes, dinâmicos ou potentes, de renderem mais no trabalho, de tornarem-se mais corajosos, aumentando a atividade cerebral, agindo como estimulante do Sistema Nervoso Central, causando alterações no funcionamento do organismo tais como: aumento dos batimentos cardíacos, respiração, pressão sangüínea, temperatura corporal, perda do apetite e do sono.

c.2. DROGAS PERTURBADORAS

São substâncias que produzem distorções, desvios ou anormalidades na atividade cerebral (funcionamento do Sistema Nervoso Central), também chamadas psicodélicas. Com elas o cérebro funciona desordenadamente, "perturbando" a transmissão de mensagens nervosas até a consciência.

c.3. DROGAS DEPRESSORAS

São aquelas substâncias que deprimem a atividade geral do cérebro, causam certo relaxamento, em que a pessoa sente-se mais à vontade, mais calma.

Estas drogas, quando utilizadas dão prazer porque afastam as sensações desagradáveis, reduzem a insônia, a ansiedade e a depressão.

Com o uso crônico prolongado, causam efeitos físicos e/ou psíquicos: a fala fica arrastada, o pensamento e a memória prejudicados, podem ocorrer irritabilidade, alterações rápidas de humor, com o indivíduo indo do riso ao choro, de um momento para o outro, e com doses altas levam a convulsões, depressão respiratória e do cérebro, podendo até causar a morte.

1.3. DEPENDÊNCIAS

Uma pessoa pode ser considerada dependente se o seu nível de consumo incorrer em pelo menos três dos seguintes sintomas ou sinais, ao longo dos últimos doze meses (classificação segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS):

1. forte desejo ou compulsão de consumir algum tipo de droga (lícita ou ilícita)

2. consciência subjetiva da dificuldade na capacidade de controlar a ingestão de drogas, em termos de início, término ou nível de consumo;

3. uso de substâncias psicoativas para atenuar sintomas de abstinência, com plena consciência da efetividade de tal estratégia;

4. estado fisiológico de abstinência;

5. evidência de tolerância, necessitando doses crescentes de substância requerida para alcançar os efeitos originalmente produzidos;

6. estreitamento do repertório de pessoal de consumo, quando o indivíduo passa, por exemplo, a consumir drogas em ambientes não propícios, a qualquer hora, sem nenhum motivo especial etc;

7. negligência progressiva de prazeres e interesses outros em favor do uso de drogas;

8. persistência no uso de drogas, a despeito de apresentar clara evidência de manifestações danosas;

9. evidência de que o retorno ao uso da substância, após um período de abstinência, leva a uma reinstalação rápida do quadro anterior.

a) Dependência Física

Consiste na necessidade sempre presente, a nível fisiológico, o que torna impossível a suspensão brusca das drogas. Essa suspensão acarretaria a chamada crise da "abstinência". A dependência física é o resultado da adaptação do organismo, independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem manifestar-se isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do "delirium tremens".

Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico. Sob os efeitos físicos da droga, o organismo não tem um bom desenvolvimento.

b) Dependência Psicológica

Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável, tem que fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. O hábito é um dos aspectos importantes a ser considerado na toxicomania, pois a dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.

Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado de angústia, (estado depressivo). Esse fenômeno não deverá ser atribuído apenas as drogas que causam dependência psicológica. O estado de angústia, por falta ou privação da droga é comum em quase todos os dependentes e viciados.

Tabela de Neurotransmissores

Molécula transmissora

Derivada de

Local de síntese

Acetilcolina

Colina

SNC, nervos parasimpáticos

GABA

Glutamato

SNC

Glutamato

 

SNC

Aspartato

 

SNC

Glicina

 

Espinha dorsal

Histamina

Histidina

Hipotálamo

Metabolismo 

da epinefrina

Tirosine

Medula adrenal, algumas células do SNC

Metabolismo da 

norepinefrina

Tirosina

SNC, nervos simpáticos

Metabolismo da 

dopamina

Tirosina

SNC

Adenosina

ATP

SNC, nervos periféricos

ATP

 

Nervos simpáticos, sensoriais e entéricos

Óxido nítrico, NO

Arginina

SNC, trato gastrointestinal

 

Muitos outros neurotransmissores são derivados de precursores de proteínas, os chamados peptídeos neurotransmissores. Os neuropeptídeos são responsáveis pela mediação de respostas sensoriais e emocionais tais como a fome, a sede, o desejo sexual, o prazer e a dor.


Parte 2

Drogas Estimulantes

São conhecidas por estimularem as atividades do sistema nervoso central, propiciando uma rápida sensação de euforia, bem-estar, agitação, redução do apetite e do sono, muito difundida pelos jovens como aquelas que deixam o indivíduo "ligado". Tendo efeitos muito perigosos e nocivos sobre o nosso organismo. Acelera a atividade mental e produz estados de excitação. Entre os mais usados estão a cocaína, a cafeína, e as anfetaminas.

2.1. Cocaína

Produz efeitos muito fortes sobre o sistema nervoso central e simpático, pode ser aspirada, entrando em contato com a mucosa nasal, ou mesmo aplicada por injeção intravenosa – diretamente na veia (conhecida como "pico") ou ainda ter aplicação vaginal ou anal. Atua produzindo uma espécie de pseudoeuforia inicial sobre o toxicodependente, que logo cessa, dando lugar a uma depressão profunda, que leva o usuário a recorrer a novas doses, estabelecendo rapidamente o vício. É considerada uma das drogas mais caras, a partir da mesma foi desenvolvida uma droga mais poderosa e barata, o crack.

EFEITOS PSÍQUICOS:

Altamente estimulante, tagarelice, idéias de gradeza, delírios persecutórios, alucinações visuais, auditivas e táteis. A captação de monoaminas é facilmente bloqueada por cocaína, causando distúrbios psíquicos, porque a monoamina permanecerá acessível aos receptores continuamente.

EFEITOS FÍSICOS:

Hiperatividade, insônia, perda de apetite, pupilas dilatadas, aceleração do pulso e aumento de pressão arterial e taquicardia, perda da sesação de cansaço e aumento da resistência física. A cocaína, assim como a morfina agem como os neurotransmissores Enceralinas e Endorfinas, opiáceos que mudulam a dor, reduzem o estresse etc, podendo estar envolvidas nos mecanismos de dependência física.

2.2. Crack

Com efeitos muito mais rápidos e perigosos, o crack é obtido a partir da cocaína comum, diluída e solidificada com amoníaco ou bicarbonato de sódio, formando a"pedra de crack".Altamente estimulante, cuja forma de administração é feita fumando-se as "pedrinhas" em cachimbos (geralmente improvisados).

EFEITOS PSÍQUICOS:

Muito estimulante, intensa tagarelice, idéias paranóicas, delírios persecutórios, alucinações, agressividade.

EFEITOS FÍSICOS:

Insônia, inapetência, dilatação de pupilas, aumento da pressão arterial, taquicardia chegando a convulsão.

2.3. Anfetaminas

São drogas sintéticas fabricadas em laboratório (conhecidas como "rebites" ou "bolinhas"), muito utilizadas para emagrecer, e também para manter pessoas acordadas por longos períodos. Possui efeitos muito semelhantes ao da cocaína.

EFEITOS PSÍQUICOS:

Excitabilidade, alucinações, delírios, sensação de força, chegando até a mudanças de personalidades.

EFEITOS FÍSICOS:

Inapetência, nervosismo, insônia, agressividade, aumento da pressão sangüínea, midríase (dilatação da pupila), taquicardia.

2.4. Nicotina

O tabagismo, doença causada pelo excesso de nicotina no organismo, é causa da morte de uma pessoa em cada dez em todo o mundo. Causa rápida dependência psíquica e síndrome de abstinência, manifestada por nervosismo, tensão, dificuldade de concentração e depressão.

EFEITOS NO CÉREBRO:

Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos.

Os principais efeitos da nicotina no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor (estimulação) e diminuição no apetite. A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar de um grande número de fumantes relatar que se sentem relaxados quando fumam. Essa sensação de relaxamento é provocada pela diminuição do tônus muscular.

Essa substância, quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.

Alguns fumantes quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros, podem sentir fissura (desejo incontrolável por cigarro), irritabilidade, agitação, prisão de ventre, dificuldade de concentração, sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semanas.

A tolerância e a síndrome de abstinência são alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência provocado pelo uso de tabaco.

EFEITOS NO RESTO DO ORGANISMO:

A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na freqüência respiratória e na atividade motora.

Quando a pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstricção e na força das contrações cardíacas.

NOTA: essas drogas agem sobre o neurotransmissor acetilcolina (Ach), que controla a atividade de áreas cerebrais relacionadas à atenção, aprendizagem e memória. Pessoas que sofrem da doença de Alzheimer apresentam tipicamente baixos níveis de ACTH no córtex cerebral, e as drogas que aumentam sua ação podem melhorar a memória em tais pacientes.


Parte 3

DROGAS PERTURBADORAS DO SNC

As drogas perturbadoras (alucinógenos) são aquelas que modificam qualitativamente a atividade do cérebro, ou seja, perturbam, distorcem o seu funcionamento fazendo com que as pessoas percebam coisas de formas diferentes e alteram o comportamento.

3.1. Maconha (Canabis Sativa)

Esta substância é um alucinógeno primário, isto é, só atinge o cérebro e modifica muito pouco seu funcionamento. Os princípios ativos das outras drogas perturbadoras a serem vistas são alucinógenos do tipo secundário, causando maior dano ao funcionamento do SNC. O THC interfere na região do sistema nervoso central responsável pelo controle das emoções e memória de curto prazo. A droga tem efeito relaxante, causa sensação de falsa sabedoria, euforia e hilaridade, tornando qualquer coisa engraçada. Ocorre também, perturbação na percepção do tempo e do espaço, fazendo a pessoa achar que se passaram horas, quando na verdade foram apenas alguns minutos, ou ao ver um túnel de 30 metros, acreditar que este tem 100m.

EFEITOS FÍSICOS:

Quanto aos efeitos físicos, é comum, naquele que usou a maconha, o olho ficar avermelhado e a pupila dilatada, a boca ficar seca e o apetite crescer, o coração ficar disparado e a pressão arterial aumentar.

Em alguns casos podem surgir sintomas mais desconfortáveis como despersonalização, angustia, tremor, e sudoração.

EFEITOS NO CÉREBRO:

Estudos feitos em animais mostram alterações morfológicas nas sinapses e perda neuronal no hipocampo no uso da maconha.

EFEITOS NO RESTO DO ORGANISMO:

Ela é a droga mais desmotivante. A longo prazo o usuário não consegue assistir aula, trabalhar, ou manter suas atividades. Este desânimo é conhecido como síndrome amotivacional. Além disso, reduz a capacidade de aprendizado e de memorização, diminui nível de testosterona, conseqüentemente a produção de espermatozóides caí; e também causa danos nos pulmões, traquéias e brônquios devido a fumaça.

A maconha não causa tolerância, nem dependência física, apenas psicológica. Não é conhecido nenhum caso de crise de abstinência depois do uso ser cessado.

3.2. LSD (dietilamida ácido lisérgico):

O LSD, assim como o êxtase e medicamentos como Artane e Bentyl, é um perturbador do sistema nervoso central do tipo sintético, isto é, não é natural, é fabricado em laboratório. É uma droga que causa alucinações.

Alucinação é uma percepção sem a presença do objeto, ou seja, a pessoa pode ver, ouvir, sentir, mesmo sem ter o estimulo. Por exemplo, se alguém olha para uma parede onde existe um quadro e o vê, é uma condição normal, mas se ela olha para uma parede onde não tem quadro nenhum (que seria o estimulo) e mesmo assim vê um quadro, ela está tendo uma alucinação.

O LSD é produzido do ácido lisérgico, uma substância obtida do espigão do centeio, ou do amido deste ácido, que é uma substância química encontrada na semente da ipoméia.

EFEITOS NO CÉREBRO:

O LSD é consumido geralmente via oral pelas pastilhas quadradas de gelatina, ou de um papel grosso com pontos contendo a substância. Ele é absorvido pelo estômago e cai na corrente sanguínea, chegando ao sistema nervoso central. Ao atingir este sistema ele causa alucinações e distorção de imagens – cores, formas, contornos - e o aumento da sensibilidade tátil e auditiva. Outro aspecto que caracteriza a ação desta droga no cérebro refere-se aos delírios, que são chamados de "juízos falsos da realidade", onde a pessoa delirante não é capaz de avaliar a realidade corretamente. Estes delírios costumam ser de natureza persecutória ou de grandiosidade.

Mas deve-se sempre levar em conta que as alucinações provocadas pelas drogas perturbadoras dependem da personalidade do usuário, suas expectativas, o ambiente, entre outros fatores. Alguns indivíduos podem ter a chamada "boa viagem" e os efeitos serem agradáveis, enquanto outros podem sentir os efeitos de forma desagradável, a "má viagem". Muitas vezes estes sentimentos de euforia e prazer se alternam com momentos de depressão, pânico e ilusões assustadoras.

EFEITOS FÍSICOS:

Já os efeitos físicos são poucos. Nos 10 a 20 primeiros minutos, depois de tomada a droga, o coração pode disparar, a pupila dilatar, além de sudorações e a pessoa sentir certa excitação.

Os efeitos podem durar desde algumas horas até um dia. Geralmente persistem por 10 a 12 horas. Existe ainda o "flashback", onde horas, dias e até semanas depois do uso do LSD, a pessoa passa pelos mesmos sintomas psíquicos de quando sobre efeito da droga. Esta experiência pode ser bastante penosa, pois pode acontecer a qualquer hora ou lugar, sem ser esperado.

A tolerância ao LSD se desenvolve muito rapidamente, mas pode ser perdida após algum tempo sem usar a droga. Não há dependência, bem como nas outras drogas alucinógenas. Os riscos são as taquicardias, os surtos psicóticos, degeneração de células cerebrais e convulsões. Ou, quando sobre efeito da droga, a pessoa se fira ou fira alguém por não avaliar bem a realidade, devido às alucinações e aos delírios.

3.3. Êxtase (MetilenoDioxoMetAnfetamina):

O êxtase é uma droga de consumo relativamente novo, diferente das anteriores que são conhecidas há décadas e até milênios, e tomaram evidência na década de 60 com o movimento hippie. O êxtase é uma droga dos últimos anos, das festas rave. A freqüência do uso do "E" , como é conhecido, vem crescendo significativamente.

EFEITOS NO CÉREBRO:

O êxtase é comercializado em comprimidos, é uma mistura de estimulantes anfetaminas com um alucinógeno (mescalina). O principio ativo do "E" é altamente tóxico ao sistema neurológico. Ele aumenta a concentração de serotonina no cérebro, causando danos nas terminações nervosas chamadas axônios, que acabam morrendo. Com algum tempo de abstinência eles podem se recuperar, mas nunca serão os mesmo. Regeneram-se mais densas ou menores que antes. Alguns usuários podem até sofrer graves quadros de perda de memória. Por ser uma droga recente seus efeitos no organismo a longo prazo ainda não são totalmente conhecidos.

EFEITOS FÍSICOS:

Os efeitos de "E" são bem estar, euforia, excitação, pois ele aumenta a concentração de duas substâncias no cérebro, a dopamina, que alivia a dor; e a serotonina, que está ligada a sensações amorosas. A pessoa fica sociável, com grande prazer em conversar e de ter contato físico com outras pessoas. Não é à toa que é chamada a draga do amor.

Os efeitos físicos são boca seca, náuseas, reações musculares, taquicardia e aumento da temperatura do corpo, insônia e falta de apetite.

Os riscos apresentados pelo êxtase são derivados do aumento irregular da temperatura corpórea, podendo causar convulsões e até a morte. A mistura da droga com álcool é também bastante arriscada, provocando, em certos casos, choque cardio respiratórios. E a longo prazo, é possível que cause depressão no usuário.

O êxtase não desenvolve tolerância nem causa dependência física, ou síndrome de abstinência, até onde foi descoberto.

3.4. Mescalina

A substância conhecida como mescalina é o alucinógeno presente no êxtase, e também é uma droga que pode ser ingerida em seu estado natural, ou sintetizada. Mescalina é o ingrediente ativo do cactus peyote, um cacto encontrado no México e sul dos EUA. Esta substância foi muito usada pelo povo asteca em sues rituais religiosos.

EFEITOS NO CÉREBRO:

A droga, que causa distúrbios nas percepções dos estímulos, e quando produzida sinteticamente, geralmente em doses de 350 a 500mg, produz alucinações em três fases:

1. Fase de excitação: onde ocorrem as alucinações

2. Fase sensorial: sentimento de sedação e preguiça

3. Fase de depressão: acontecem efeitos depressores no SNC

EFEITOS FÍSICOS:

Os efeitos físicos causados pelo uso da mescalina são náuseas e vomito, dilatação da pupila, suor excessivo e taquicardia. Aumento da concentração de serotonina afeta certas funções de controle do corpo, como pressão artérias e temperatura corpórea, apresentando risco de óbito.

3.5. Cogumelo:

O uso de cogumelos alucinógenos é comum no México desde antes de Cristo. Do cogumelo de nome cientifico psyloeybe mexicana pode ser extraído uma poderosa substância alucinógena, a psilocibina.

No Brasil, com sua vasta versatilidade natural, existem varias plantas alucinógenas, e cogumelos alucinógenos podem ser facilmente encontrado crescendo nas fezes de um bovino em qualquer pasto de uma região úmida. Ele se identifica por ter um anel azulado no seu corpo, próximo à sua "cabeça". Algumas das espécies encontradas no país são: Psylocibe cubensis e Paneoulus.

Alguns cogumelos contêm os alcalóides psilocibina, inferior ao LSD, mas superior a da mescalina, alcalóide extraído do cactus mexicano.

EFEITOS FÍSICOS:

A droga provoca vários tipos de alucinações, desde reações psíquicas até sensação de deformação do próprio corpo. Seus efeitos físicos são pupila dilatada, suor excessivo, taquicardia, náuseas e vômitos.

Eles também não causam dependência, mas desenvolvem tolerância.

Alguns cogumelos são venenosos e provocam graves intoxicações. O uso extensivo provoca casos de desintegração mental.

3.6. Lírio, trombeta, saia branca, Artene, Bentil:

Estas plantas e estes medicamentos têm uma coisa em comum. Duas substâncias sintetizadas pela planta atropica ou escolamina, e o próprio remédio têm um efeito no organismo humano conhecido por efeito anticolinérgico.

EFEITOS NO CÉREBRO:

As drogas anticolinergicas são capazes de alterar funções psíquicas, além de provocar alucinações e dilirios. As pessoas podem se sentir perseguidas, mas os delírios sempre dependem da personalidade do usuário e a condição em este que se encontra. Os efeitos são intensos, podendo durar muitas horas e até mais de um dia.

EFEITOS FÍSICOS:

Os anticolinéricos também causam efeitos no resto do corpo como dilatação da pupila, boca seca, coração disparado, visão turva e embaçada, intestinos paralisados e retenção de urina. Em doses elevadas a temperatura pode chegar a 42º, podendo causar convulsões.

Eles não provocam dependência, nem síndrome de abstinência ou desenvolvem tolerância.

Lírio, trombeta, zabumba e saia branca são anticolinéricos naturais, são plantas, e geralmente são ingeridas via oral, é feito um chá delas.

Artene e Bentil são sintetizados em laboratório, da planta datura. Apesar de seu efeito alucinógeno, são medicamentos usados no tratamento de doenças como a Doença de Parkinson.

NOTA: presume-se que as drogas pertubadoras ajam no sistema do neurotransmissor dopamina, que controla níveis de estimulação e controle motor em muitas partes do cérebro. Quando os níveis estão extremamente baixos, como na doença de Parkinson, os pacientes são incapazes de se mover voluntariamente.


Parte 4

DROGAS DEPRESSORAS

São substâncias que quando introduzidas no organismo, circulam através da corrente sangüínea atingindo o córtex cerebral. Com isso, a atividade cerebral tem seu ritmo diminuído, ocasionando maior lentidão aos estímulos nervosos, agindo sobre as áreas sensoriais e motoras, causando um descontrole na resposta do organismo aos estímulos externos.

4.1. ÁLCOOL

Álcool etílico, extraído da fermentação de substâncias açucaradas (uva, cana-de-açúcar, cereais), sendo poderoso depressor do S.N.C.

EFEITOS PSÍQUICOS:

Distúrbios de personalidade, atitudes impulsivas, desinibição social.

EFEITOS FÍSICOS:

Cirrose hepática, neurite, gastrite, perda de consciência (coma alcoólico).

Produz acentuada dependência física e psíquica, e em síndrome de abstinência "delirium tremens" e até alucinações. As dependências física e psíquica são de difícil controle, por se tratar de droga "socialmente aceita" e por vezes até incentivada.

4.2. INALANTES OU SOLVENTES

São produtos químicos (éter, clorofórmio, acetona, cola), e que são usados por inalação.

EFEITOS PSÍQUICOS:

Aparência de ébrio, hilaridade, excitação, incoordenação motora, perda de equilíbrio além de dependência psíquica.

EFEITOS FÍSICOS:

Analgesia, narcose, inconsciência, vômitos, perturbações respiratórias, vasomotoras e coriza além de dependência física.

4.3. CALMANTES E SEDATIVOS (BARBITÚRICOS)

São usadas para induzir o sono e tranqüilizar, e seu uso contínuo pode levar à dependência física e psíquica.

EFEITOS PSICOLÓGICOS:

Sonolência, sensação de calma e relaxamento, sensação de embriaguez.

EFEITOS FÍSICOS:

Afeta a respiração, o coração e a pressão do sangue, causando dificuldade para se movimentar e sono pesado.

4.4. TRANQÜILIZANTES OU ANSIOLÍTICOS (BENZODIAZEPÍNICOS):

São medicamentos usados para controlar a ansiedade e o nervosismo das pessoas.

EFEITOS PSÍQUICOS:

Tranqüilidade, relaxamento, indução ao sono, redução do estado de alerta.

EFEITOS FÍSICOS:

Hipotonia muscular (a pessoa fica "mole"), dificuldade para andar, diminuição da pressão sangüínea e dos reflexos psicomotores.

NOTA: acredita-se que estas drogas interfiram no neurotransmissor Noradrenalina, que é uma substância química que induz a excitação física e mental e bom humor. A produção é centrada na área do cérebro chamada de locus coreuleus, que é um dos muitos candidatos ao chamado centro de "prazer" do cérebro. A medicina comprovou que a norepinefrina é uma mediadora dos batimentos cardíacos, pressão sanguínea, a taxa de conversão de glicogênio (glucose) para energia, assim como outros benefícios físicos. Podendo também atuar sobre o Glutamato, que é o principal neurotransmissor excitante do cérebro, vital para estabelecer os vínculos entre os neurônios que são a base da aprendizagem e da memória a longo prazo.


Fontes

INTERNET:

www.usp.br (CEBRID - Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas)

www.secjustica.ba.gov.br/conen

www.hpdrogasite.cjb.net (BÊ-Á-BÁ ANTIDROGAS)

www.drogas.vilabol.uol.com.br

www.amigonerd.net

www.netwaybbs.com.br

www.radaruol.com.br (site de busca)


BIBLIOGRÁFICA:

Neuranatomia Funcional – Angelo Machado. Ed. Atheneu

Comentários


Páginas relacionadas