O Novo Perfil do Assistente Social do Futuro

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O Novo Perfil do Assistente Social do Futuro

Com a Consolidação da Constituição Federal de 1988 – primeiro instrumento jurídico a contemplar os direitos sociais de forma explícita – definindo de forma clara e objetiva o que são os direitos sociais do indivíduo, e afirmando que estes são direitos pertencentes a todos os cidadãos brasileiros, sem qualquer tipo de descriminação, e que é dever do Estado garantir esses direitos aos cidadãos, que se percebeu o início do processo evolutivo na área social brasileira.
A partir daí, esta foi considerada como uma política pública, integrante da Seguridade Social juntamente com a Saúde e a Previdência Social, iniciando, então o processo de criação de instrumentos político – administrativos, cujo objetivo é normatizar a prática assistencial em função do seu papel político dentro de uma administração governamental; Cria-se, então, a Lei Orgânica da Assistência Social, regulamentada pela CF/88, que vem com a finalidade de consolidar juridicamente “o direito a cidadania e a igualdade de condições de vida a todos os brasileiros perante a lei”.
Como conseqüência, a toda essa metamorfose político – administrativa ocasionada pela consolidação da Constituição Federal, emerge dentro da Assistência Social, uma nova forma de conceituar sua atuação e seus objetivos.

O antigo conceito de assistencialismo social vem passando por um processo de extinção, sendo considera uma prática antiética, paternalista e clientelista, que só ocasiona no indivíduo usuário dos serviços sociais uma dependência, além de contribuir para que este, se torne uma vítima de pessoas de má – fé, cujo objetivo é dominar de alguma forma, os excluídos sociais, afim de obter algum lucro.

Atualmente, o novo paradigma assistencial, baseia-se nas realizações de ações e atividades que tem como prioridade a promoção do desenvolvimento econômico, social e espiritual do indivíduo em toda a sua totalidade, fazendo com que este consiga alcançar meios para consegui suprir suas necessidades básicas de sobrevivência, sem precisar de depender das políticas sociais.

Enfim, o novo paradigma social consiste na conscientização e promoção do indivíduo, afim de que este conheça o significado do termo cidadania, direito e dignidade, e possa usufruir, através de seu próprio sustento, ter assegurado uma condição de sobrevivência digna em toda a sua plenitude.

Diante, do observado, cabe aos futuros Assistentes Sociais, conscientizar-se do seu papel diante da sociedade e diante de si como um profissional, e assimilar, que sua função é o de consolidar e fortalecer cada vez mais essa nova mentalidade que está sendo implantada para a nova Assistência Social do novo século.

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