O Surgimento do Serviço Social no Brasil

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Tema: Serviço Social

Surgimento do Serviço Social no Brasil


Introdução

Serviço Social, quando a atividade se limitava à ajuda aos desvalidos feita então principalmente pela Igreja Católica. Um equívoco em relação à concepção de assistente social nos dias de hoje, cuja motivação é justamente romper a lógica da benesse no enfrentamento dos problemas sociais.

Analisar os movimentos históricos da sociedade brasileira, compreender o significado social da profissão, ser capaz de desvelar as possibilidades de ação contidas na realidade, identificar as demandas presentes na sociedade e considerar as novas articulações entre o público e o privado.


Origem

O Serviço Social se originou da ajuda ao próximo, da caridade, filantropia e beneficência. No século XVIII, com a Revolução Industrial surgem graves crises econômicas, com repercussão política e social. Diante desta situação as formas de assistência até então utilizadas já não respondiam às necessidades emergentes da época, sendo necessário um Serviço Social institucionalizado, com fundamentos em conhecimentos técnicos e não apenas com boas intenções. Dentro deste contexto histórico, surge o Serviço Social profissional, e com ele a primeira escola de Serviço Social, fundada em 1898 na cidade de New York, denominada New York School of Philanthropy, sob a influência de Mary Richmond.

Diante dos crescentes problemas sociais, surgem leis protetoras das classes menos favorecidas e a necessidade de uma profissão que respondesse à estas, exigências. O Assistente Social surge com proposta de amenizar as condições que favorecem a desigualdade humana.

Em 1925 surge o Serviço Social latino americano com influência européia e depois americana.


No Brasil

O surgimento da profissão data, no Brasil, da década de 1940, época do Estado Novo de Getúlio Vargas e da implementação das leis trabalhistas.

Foi também um período em que o país começou a estabelecer a sua indústria de base e a constituir-se capitalista. A sociedade de então passou a sentir falta de um profissional capacitado para ajudar a promover o bem-estar social, uma vez que se tornaram visíveis as desigualdades surgidas da relação entre capital e trabalho.

A profissão de serviço social também iniciou-se a partir do desenvolvimento do capitalismo, no período da Revolução Industrial, para suprir a necessidade de um trabalho voltado para a classe trabalhadora, como já foi citado acima. As diferenças impostas pelo capital dividia a sociedade entre oprimida e opressora, ficando a primeira com os proletariados e a outra com os donos do poder. No Brasil a profissão surgiu em 1936, com a inauguração da primeira escola em São Paulo, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), fortemente atrelado aos princípios do catolicismo. As primeiras entidades sociais foram organizadas pela Igreja Católica para atuar com a classe trabalhadora.

No Brasil a "semente" do Serviço Social foi plantada junto ao nascimento ao projeto político da Igreja católica. Eram os anos 30, em cujo momento histórico houve a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista, e o Estado utilizava mecanismos à efetivação de sua interferência nos diferentes setores da vida social. Deste modo, o primeiro projeto do Serviço Social unia-se a uma ala do clero que insistia na reorganização da classe trabalhadora. Foram criados os Círculos Operários, substituídos, no final do Estado Novo, pela JOC – Juventude Operária Católica. Houve uma influência recíproca entre as transformações histórico-político-econômico-sociais e a atividade do Serviço Social desde seu começo até nossos dias.
A evolução do Serviço Social no Brasil dividida em três momentos:

1ºmomento:

Entre os anos de 1930 a 1945, coincidindo com dois grandes fatos político-sociais: a Segunda Guerra Mundial (Europa) e o período do Estado Novo (Brasil).

Os modelos importados não se enquadravam na realidade brasileira e fizeram com que o Serviço Social fosse assistencial, caritativo, missionário e beneficente.

2ºmomento

Entre os anos de 1945 a 1958, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia moderna, científica e cultural houve maior intercâmbio entre o Brasil e os USA. Os profissionais conscientizaram-se da necessidade de criar novos métodos e técnicas adaptados à realidade brasileira.

3ºmomento

A partir da década de 60 até hoje, caracterizando-se pelo movimento de reconceituação e tendo como marco referencial a procura de um modelo teórico-prático para nossa realidade. O Serviço Social fundamenta sua teoria nas Ciências Sociais, para inserir-se nos fenômenos em transição, procurando capacitar o homem para que lute, construa e contribua para as reformas sociais.

As funções relacionadas ao serviço social são bem antigas, mas o surgimento da profissão data, no Brasil, da década de 1940, época do Estado Novo de Getúlio Vargas e da implementação das leis trabalhistas.   Foi também um período em que o país começou a estabelecer a sua indústria de base e a constituir-se capitalista. A sociedade de então passou a sentir falta de um profissional capacitado para ajudar a promover o bem-estar social, uma vez que se tornaram visíveis as desigualdades surgidas da relação entre capital e trabalho.

O primeiro curso de serviço social no Brasil foi criado em 1936, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), fortemente atrelado aos princípios do catolicismo. As primeiras entidades sociais foram organizadas pela Igreja Católica para atuar com a classe trabalhadora.

Até a década de 1970, os assistentes sociais tiveram uma atuação bastante conservadora e tradicional no país. No período da ditadura militar (1964-1985), o surgimento de movimentos sociais organizados provocou mudanças no país e ditou novos rumos para a profissão. A categoria passou a ser mais politizada, influenciada pelo segmento mais comprometido com causas sociais da Igreja Católica.

O serviço social começou a ver de forma crítica as políticas do país e a apresentar propostas de transformação. Hoje o assistente social analisa a sociedade de forma ampla e politizada, lutando para que a população tenha seus direitos garantidos.

Atualmente o âmbito de atuação do Assistente Social é tão complexo, quanto é intrincada a rede de relações humanas. Áreas de saúde; de lazer; de ensino; de profissionalização; forense; cuja atividade envolve os condenados e suas famílias, as vítimas e suas famílias, e muitas outras são podem prescindir de sua presença que dinamiza e direciona a vida de muitas pessoas em diferentes faixas etárias.


Regulamentação

A profissão Serviço Social foi regulamentada, no Brasil, em 1957, mas as primeiras escolas de formação profissional surgiram a partir de 1936.É uma profissão de nível superior e, para exercê-la, é necessário que o graduado registre seu diploma no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) do estado onde pretende atuar profissionalmente; há 24 CRESS e 3 delegacias de base estadual e o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), órgãos de fiscalização do exercício profissional no país, dando cobertura a todos os estados. A Lei que a regulamenta é a 8662/93.

Desde seus primórdios aos dias atuais, a profissão tem se redefinido, considerando sua inserção na realidade social do Brasil, entendendo que seu significado social se expressa pela demanda de atuar nas seqüelas da questão social brasileira, que em outros termos, se revela nas desigualdades sociais e econômicas, objeto da atuação profissional, manifestas na pobreza, violência, fome, desemprego, carências materiais e existenciais, dentre outras. A atuação profissional se faz, prioritariamente, por meio de instituições que prestam serviços públicos destinados a atender pessoas e comunidades, que buscam apoio para desenvolverem sua autonomia, participação, exercício de cidadania e acesso aos direitos sociais e humanos; podem ser da rede do Estado, privada e ONG's.

A formação profissional é generalista, permitindo apreender as questões sociais e psicosociais com uma base teórico-metodológica direcionada à compreensão dos processos relacionados à economia e política da realidade brasileira, contexto onde se gestam as políticas sociais para atendimento às mazelas da sociedade. Para um competente exercício profissional é necessário um continuado investimento na qualificação, podendo dispor de cursos de aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado disponíveis, capacitando-se em suas práticas específicas.


Conclusão

As primeiras escolas de Serviço Social surgiram no Brasil no final da década de 1936 quando se desencadeou no país o processo de industrialização e urbanização. Nas décadas de 40 e 50 houve um reconhecimento da importância da profissão, que foi regulamentada em 1957 com a lei 3252.

Acompanhando as transformações da sociedade brasileira, a profissão passou por mudanças e necessitou de uma nova regulamentação: a lei 8662/93. Ainda em 1993 o Serviço Social instituiu um novo Código de Ética expressando o projeto profissional contemporâneo comprometido com a democracia e com o acesso universal aos direitos sociais, civis e políticos.

A prática profissional também é orientada pelos princípios e direitos firmados na Constituição de 1988 e na legislação complementar referente às políticas sociais e aos direitos da população. Não pode haver qualquer tipo de discriminação no atendimento profissional.

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